
Problema na tireoide? Entenda o papel desta glândula na fertilidade
Uma em cada oito mulheres apresenta problemas na tireoide, e eles podem impactar significativamente a saúde feminina, inclusive a capacidade de engravidar e conduzir uma gestação saudável.
Isso ocorre porque a tireóide produz dois hormônios diferentes, a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). O T4 é considerado um maestro do metabolismo, ou seja, diversos problemas podem aparecer quando seus níveis estão fora do que é considerado normal.
Como o processo de ovulação é complexo e necessita de um equilíbrio metabólico específico para acontecer normalmente e ser bem sucedido, alterações no funcionamento da tireoide podem sim acabar afetando seriamente a fertilidade da mulher.
Quando o T4 é produzido em excesso, temos um quadro de hipertireoidismo, o que acelera muito o metabolismo da paciente. Já quando os níveis desse hormônio caem, temos um quadro de hipotireoidismo, que faz com que o metabolismo fique muito mais lento.
Sem o tratamento adequado, ambas as condições podem acabar prejudicando a fertilidade da mulher
Problemas na tireoide têm impacto indireto na fertilidade
As gonadotrofinas, hormônios produzidos pela hipófise responsáveis pela ovulação, também interagem com o T4, de maneira que esse desequilíbrio na tireoide pode influenciar a ovulação e o seguimento da gravidez.
Como falamos, quem tem hipertireoidismo fica com o metabolismo muito acelerado, o que aumenta, também, a atividade dos ovários. Assim, o ciclo menstrual fica irregular e, portanto, a ovulação fica comprometida.
Isso diminui as chances da mulher engravidar, mas não impede a concepção. Esse é só mais um motivo para que essa gestação seja acompanhada pelo médico: as alterações metabólicas causadas pelos níveis inadequados de hormônios da tireoide e dos hormônios sexuais também podem colocar o feto em risco.
Já um quadro de hipotireoidismo pode fazer com que o óvulo seja liberado fora da fase adequada ou mesmo impedi-la completamente, causando anovulação. Sem a liberação do óvulo de seu folículo, a fecundação se torna impossível e a mulher não consegue engravidar.
Ainda que a mulher consiga ficar grávida com níveis baixos do hormônio T4, o hipotireoidismo aumenta os riscos de abortamento, mortalidade intrauterina, descolamento da placenta e nascimento prematuro.
Durante a gravidez, os hormônios da tireoide são fundamentais para a manutenção da gestação e, inclusive, parte do T4 é transferida para o feto por meio da placenta.
Diagnosticando problemas na tireoide
Mesmo trazendo consequências tão sérias para quem planeja ter filhos biológicos, os problemas na tireóide são bem simples de diagnosticar.
Um exame de sangue para rastreio dos níveis de TSH e se necessário , outros exames como anticorpos antitireoidianos, T3 e T4, são capazes de apontar se a paciente possui um quadro de hipertireoidismo ou hipotireoidismo, e, se for necessário, um ultrassom poderá ser realizado.
As doenças da tireoide costumam se manifestar mais comumente entre os 30 e 40 anos, faixa etária em que muitas mulheres procuram tratamentos de fertilidade porque tentaram engravidar sem sucesso.
Por isso, não é incomum que a reprodução assistida envolva o controle dos hormônios da tireoide nestes casos, para aumentar as chances de concepção e também garantir que a mãe e o bebê vão ter uma gestação saudável.

Inseminação artificial intracervical (IC) e inseminação artificial intrauterina (IU): Qual a diferença?
A inseminação artificial é um dos tratamentos de fertilidade mais simples, em que o esperma é aplicado diretamente na cavidade uterina ou excepcionalmente no colo do útero, dependendo do método utilizado, que pode ser a inseminação intrauterina ou intracervical.
Esse procedimento possibilita a concepção sem relação sexual e costuma ser um dos mais procurados por casais com problemas de fertilidade, já que resulta em poucos efeitos colaterais.
Além disso, ele pode ser feito, também, por mulheres interessadas em produção independente, utilizando o esperma de um doador.
Para quem a inseminação artificial é indicada
Para que a gravidez ocorra naturalmente, é necessário que o esperma faça o caminho do canal vaginal até as trompas, onde o óvulo será fertilizado.
Entretanto, algumas condições podem fazer com que o esperma do homem não tenha a mobilidade necessária para se deslocar pelo corpo feminino. Outra situação que dificulta a fecundação natural são alterações anatômicas no colo do útero, por exemplo. Disfunções no ciclo ovulatório também podem dificultar a fecundação.
Em casos como esses, a inseminação artificial poderá ser considerada otimizando as chances deencontro entre o óvulo e o espermatozóide.
Geralmente, esse método é indicado para mulheres com menos de 35 anos, que apresentem trompas pérvias e que a causa da infertilidade seja fator masculino leve, endometriose leve e infertilidade sem causa aparente; quando a reserva ovariana começa a ficar comprometida ou o tempo de infertilidade for superior a três anos , pode ser mais estratégico investir em métodos de reprodução assistida mais complexos, como a Fertilização in Vitro, por exemplo.
Inseminação intrauterina x Inseminação intracervical
Tanto a inseminação intrauterina quanto a inseminação intracervical funcionam como atalhos para o esperma.
Em ambas as técnicas, dependendo do grau de fertilidade da mulher, podemos realizar um ciclo de estimulação ovariana para garantir que um ou mais óvulos estejam maduros e disponíveis para a fecundação.
Na inseminação intracervical o sêmen do doador ou parceiro é aplicado no colo do útero utilizando uma seringa específica. Trata-se de uma região de transição entre a vagina e o interior desse órgão, de maneira que os espermatozóides ainda precisarão se deslocar pelo útero até as trompas para fecundar o óvulo. Era um procedimento mais utilizado no passado. Após ficar estabelecido pela literatura que a inseminação intrauterina apresenta melhores resultados do que a intracervical, esta foi perdendo espaço. Hoje em dia quando mencionamos inseminação estamos nos referindo à inseminação intra uterina Ger
Na inseminação intrauterina o sêmen é aplicadodiretamente dentro do útero e, para isso, o material precisa passar por um preparo especial.
Nesse processo, removemos proteínas e outros componentes que podem afetar a fertilização, o que torna o sêmen mais concentrado, aumentando as chances de fecundação.
Com um espéculo, o médico vai abrir o acesso ao útero e inserir um instrumento através da vagina até o interior do órgão, depositando o esperma. É um processo parecido com um teste de papanicolau.
, A mulher é orientada a aguardar alguns minutos antes de se levantar e, algumas semanas depois, poderá realizar um teste de gravidez e descobrir se o método foi bem sucedido.
Ou seja, as principais diferenças entre os dois métodos é que na inseminação intrauterina o deslocamento do sêmen é ainda menor do que na intracervical e esse material costuma passar por essa preparação especial. A IU é portanto mais eficaz qu e a IC.
Todos esses aspectos são explicados para a mulher ou o casal tentante quando procuram a reprodução assistida para que eles possam fazer a melhor escolha naquele momento e, caso a inseminação falhe, ainda podem investir em outros métodos.
De maneira geral, por ser um tratamento considerado simples, as taxas de sucesso da inseminação artificial são inferiores às de métodos mais complexos como a Fertilização In Vitro, por exemplo, motivo pelo qual muitas tentantes estão optando por realizar a FIV antes mesmo da inseminação.

Tudo que você precisa saber sobre o banco de doadores de esperma
O banco de doadores de esperma ou banco de sêmen é uma das alternativas que possibilitam a mulheres ou casais tentantes a realização do sonho de ter um bebê.
Geralmente, esse recurso é procurado por casais homossexuais femininos, mulheres solteiras em busca de produção independente e casais heterossexuais que enfrentam problemas de fertilidade masculina.
A doação de gametas ainda é vista com alguma desconfiança aqui no Brasil e, justamente por isso, precisamos abordar esse assunto com muita seriedade e riqueza de informações, para que aqueles que procuram a reprodução assistida possam tomar suas decisões de maneira segura.
O que é o banco de sêmen
O banco de sêmen é uma espécie de arquivo que reúne amostras do material biológico coletado de doadores voluntários. O sêmen, que contém milhões de espermatozóides, é armazenado em tanques de nitrogênio líquido a -196ºC e chegam a ter 30 anos de validade.
Esse banco reúne, também, diversos dados a respeito do doador, como seu histórico médico, familiar, cor dos olhos, da pele, cabelo, altura, peso, idade, profissão e outras informações. Assim, a mulher ou casal tentante consegue escolher o doador de acordo com seus próprios critérios.
Vale ressaltar, entretanto, que as doações são anônimas e voluntárias de acordo com a legislação brasileira e o Conselho Federal de Medicina.
Quem são os doadores de esperma
Os doadores de esperma são homens que decidem ir até o banco e se oferecerem para integrar o cadastro de voluntários. É necessário ter entre 18 e 50 anos, ser saudável e não pertencer a grupos de risco para doenças sexualmente transmissíveis.
Além disso, o doador também não pode ser portador de doenças genéticas ou ter patologias congênitas graves na família.
Com a decisão tomada, é necessário fazer uma série de testes, como espermograma e exames sorológicos para ter certeza de que o esperma é de boa qualidade e produzirá embriões saudáveis quando for utilizado.
A amostra fica, então, armazenada por um período para observação da janela de manifestação de determinadas doenças. Se estiver tudo certo, o homem entra de forma anônima para o cadastro de doadores.
Porque procurar o banco de doadores de esperma
O banco de esperma costuma ser procurado por mulheres que querem ser mães solo por meio da produção independente, ou seja, engravidar sozinhas sem a participação direta de um homem no processo.
Na maioria dos casos, são mulheres acima dos 35 anos que ainda não encontraram um parceiro para dividir a paternidade, mas que desejam engravidar assim que possível. Geralmente, a preocupação é com a viabilidade dos óvulos, que começa a ficar prejudicada a partir dessa idade.
Outra possibilidade são casais homoafetivos femininos que, sem a doação de esperma, não conseguiriam ter um bebê biológico. Além disso, a reprodução assistida possibilita que elas recorram à gravidez compartilhada, em que uma das mulheres doa o óvulo e a outra gera o bebê.
Casais heterossexuais em que o homem possui alterações graves no sêmen também podem se beneficiar da doação de esperma, realizando uma inseminação artificial intrauterina ou a Fertilização In Vitro com o esperma do doador.
Nos dois primeiros casos, a doação costuma ser encarada de maneira mais tranquila pelas pessoas envolvidas, mas ainda é um desafio, para muitos casais heterossexuais, receber uma doação de gametas.
Por isso, é muito importante que o casal tome essa decisão a partir de muito diálogo, se informando sempre com a equipe médica ou fontes confiáveis.
O sigilo envolvido no banco de doadores de esperma
Muitas pessoas se preocupam com o sigilo em relação à doação de gametas, mas o Conselho Federal de Medicina estabelece que a clínica que realiza o procedimento deve manter o sigilo em relação às identidades do doador e da família que recebeu a doação de esperma.
Ou seja, quando o homem doa seus gametas, não existe a possibilidade de reivindicar a paternidade do bebê gerado a partir do seu esperma.
Outra informação importante é que a clínica deve garantir que cada doador só produza duas gestações de crianças sexos diferentes em uma mesma região.

Anovulação: o que é, qual sua relação com a infertilidade e como tratar
Você tem ciclos menstruais irregulares ou mesmo parou de menstruar por muitos meses, sem estar grávida? Se sim, você pode estar experienciando um quadro de anovulação.
A cada ciclo menstrual, um folículo, estrutura nos ovários que armazena o óvulo, se rompe e libera o gameta para a fecundação.
Entretanto, algumas condições podem dificultar a liberação desse óvulo, o que impede o encontro com o espermatozóide e, consequentemente, impede a gravidez.
Esse distúrbio caracteriza a anovulação e afeta entre 6 a 15% das mulheres. Geralmente, a anovulação é causada pela Síndrome do Ovário Policístico (SOP), mas diversos outros problemas também podem levar à interrupção do processo ovulatório.
A boa notícia é que é possível induzir a ovulação por meio do tratamento médico, de acordo com a causa do problema. Isso possibilita que mulheres com anovulação voltem a liberar os gametas e tenham mais chances de engravidar.
Entendendo o ciclo menstrual
Geralmente, o ciclo menstrual tem a duração de 28 dias, sendo dividido entre três fases: a folicular, ovulatória e a lútea.
Cada fase prepara o corpo feminino para a etapa seguinte. Então, para engravidar naturalmente, é muito importante que elas se desenvolvam corretamente.
A fase folicular se caracteriza pelo recrutamento dos folículos que armazenam os óvulos, fazendo com que um deles aumente de tamanho e amadureça. Isso ocorre graças à atuação do hormônio FSH. Ela começa durante a menstruação.
Inclusive, os folículos recrutados secretam estradiol, hormônio responsável pelo espessamento do endométrio, camada que reveste o útero, preparando-o para receber o embrião.
Em torno do 14º dia do ciclo, se inicia a fase ovulatória, em que o hormônio luteinizante estimula o rompimento do folículo e a liberação do óvulo, que viaja pelas trompas para encontrar o espermatozóide.
Por fim, se inicia a fase lútea, em que o folículo, depois de liberar o óvulo, passa a produzir progesterona, hormônio que, juntamente do estradiol, espessa mais ainda o endométrio, oferecendo o suporte necessário para a gravidez.
Caso a fecundação não ocorra, o folículo, que assumiu a forma de um corpo lúteo, se desfaz, provocando uma queda nos hormônios estrogênio e progesterona, fazendo com que o endométrio descame das paredes uterinas e a mulher finalmente menstrue e o ciclo recomece.
Percebe como a fecundação só pode ocorrer se as outras etapas acontecerem corretamente? Se a mulher não menstruar ou o óvulo não amadurecer e, portanto, não for liberado, todo o ciclo é comprometido e as chances de engravidar caem significativamente.
Causas da anovulação
Geralmente, a anovulação é causada por irregularidades menstruais, com ciclos mais longos do que o normal, maior ou menor quantidade de fluxo menstrual ou até mesmo ausência de menstruação, chamada de amenorréia.
Esses problemas são causados por desequilíbrios hormonais, já que, como explicamos, são essas substâncias que provocam as alterações no sistema reprodutor feminino que levam à cada etapa do ciclo menstrual.
Muitas condições podem motivar esses desequilíbrios hormonais, mas a mais comum é a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), caracterizada justamente por alterações nos níveis hormonais que levam a uma série de sintomas como ciclos menstruais irregulares, presença de múltiplos cistos nos ovários, excesso de pelos faciais, acne e também dificuldades para engravidar.
Entretanto, outros fatores também podem contribuir para que o delicado equilíbrio hormonal necessário para um ciclo menstrual regular seja afetado, como estar com o peso abaixo ou acima do recomendado.
Problemas na hipófise, que secreta gonadotrofinas, e alterações na glândula da tireoide, tanto o hipotireoidismo e o hipertireoidismo também podem ser responsáveis pela anovulação, já que os hormônio tireoidianos também agem estimulando o desenvolvimento e amadurecimento dos folículos.
Por fim, a falência ovariana prematura (conhecida popularmente como menopausa precoce) também leva, naturalmente, à anovulação.
Tratamento para anovulação
O tratamento para a anovulação vai depender da causa do problema. Por exemplo, mulheres abaixo do peso podem iniciar um trabalho com nutricionista para restabelecer uma composição corporal saudável e ter um ciclo mais regular.
O mesmo vale para aquelas com excesso de peso, que vão buscar emagrecer para estabilizar os níveis hormonais e, consequentemente, o ciclo menstrual.
Entretanto, o principal tratamento, voltado para quem quer engravidar de imediato ou preservar a fertilidade, é a estimulação ovariana. Nesse procedimento, utilizamos medicamentos hormonais semelhantes aos naturais no início do ciclo menstrual, acompanhando o desenvolvimento por ultrassonografia.
Assim, vamos saber o momento ideal de administrar a última dose de medicamentos, que leva ao amadurecimento de mais de um óvulo e sua liberação dos folículos.
O que acontece depois vai depender do nível de fertilidade, planejamento e desejo de cada tentante. Quem quer engravidar imediatamente pode ter relações sexuais programadas, fazer inseminação intrauterina ou uma Fertilização In Vitro (FIV), sendo esta última o procedimento mais complexo.
Se a mulher quer apenas preservar a fertilidade para engravidar em outro momento, ela pode fazer a criopreservação dos óvulos, em que os gametas são congelados para serem utilizados em outro momento.

Como os cistos ovarianos impactam a fertilidade feminina
Estima-se que 25% das mulheres em idade fértil no Brasil apresentem cistos ovarianos, um crescimento benigno que, quando pequeno, não costuma provocar sintomas e até desaparece com o tempo. Entretanto, em alguns casos, os cistos podem sim causar alterações hormonais que dificultam a gravidez.

5 mitos sobre a doação de óvulos no Brasil
A ovodoação é um assunto complexo e, para muitas pessoas, ainda é tabu. Entretanto, nós do Centro de Reprodução Humana do Mater Dei realizamos esse tipo de tratamento e garantimos que apesar de necessitar de muita consideração e planejamento por parte da tentante, ele não é nenhum bicho de sete cabeças.
Para ajudar mais mulheres e casais a tomarem essa decisão de maneira bem informada e consciente, vamos desmascarar cinco mitos comuns a respeito da doação de óvulos no Brasil. Aqui, é importante ressaltar que cada país possui suas próprias leis de regulamentação da ovodoação.
Entenda o processo de ovodoação
Quando uma mulher quer engravidar mas não possui óvulos viáveis para fecundação, ela pode receber esse gameta feminino de uma doadora, um procedimento que acontece em três etapas e que possibilita que tentantes inférteis realizem o sonho de ser mãe.
Primeiro, induzimos a ovulação da doadora com medicamentos, de maneira que ela produza um maior recrutamento de óvulos. Ao longo da estimulação ovariana, são realizados alguns exames de sangue e ultrassom e, se o desenvolvimento dos óvulos estiver satisfatório, aplicamos o hormônio de maturação, para que os gametas fiquem prontos para a fecundação.
Em seguida, fazemos a coleta dos gametas com uma agulha especial, inserida pela vagina da mulher doadora. No ovário, essa agulha aspira o líquido que contém os óvulos. Todo esse processo é feito em ambiente cirúrgico, com a paciente sob sedação anestésica.
Após a coleta, os óvulos serão selecionados para fecundação em laboratório, onde os embriões são cultivados até o momento de inseri-los no útero da receptora. Até então, a tentante que vai receber a doação não participa do processo e é importante deixar claro que, em nenhum momento, as duas mulheres irão se conhecer ou saber o nome uma da outra.
Os 5 mitos mais comuns sobre a doação de óvulos
Agora que você já entendeu um pouco mais sobre a ovodoação, podemos explicar o que tem de errado com cada um dos mitos mais comuns a respeito da doação de óvulos. Vamos lá?
Existe uma idade certa para receber a doação de óvulos
Muita gente acha que é necessário ter 40 anos ou mais para receber uma ovodoação, mas isso não é verdade! Qualquer mulher acima dos 18 anos pode receber esse tratamento.
Afinal, a menopausa não é o único motivo pelo qual as tentantes procuram uma doação de óvulos. Diversas mulheres em idade reprodutiva podem não produzir gametas viáveis para a fecundação por muitos motivos, como falência ovariana prematura, tratamentos oncológicos e até mesmo a infertilidade sem causa aparente.
A receptora não é a mãe verdadeira do bebê
Esse talvez seja o mito mais danoso para as tentantes, causando sentimentos de dúvida, culpa e ansiedade, afastando-as do sonho de se tornarem mães.
Ainda que com o óvulo de outra pessoa, a mãe é aquela que vai gerar o bebê, parir e cuidar dele para que se desenvolva bem e tenha uma vida feliz e realizada. Ou seja, toda a experiência da maternidade será vivida exclusivamente pela tentante receptora!
Além disso, a doadora renuncia os direitos de maternidade ao fazer a doação, de maneira que a receptora está protegida pela lei. Outro detalhe é que a tentante pode escolher óvulos de uma doadora com características físicas semelhantes às suas.
Todos vão saber que o bebê é fruto de uma ovodoação
O processo de doação de óvulos é totalmente sigiloso e tanto a clínica quanto os profissionais envolvidos não podem compartilhar informações a respeito do procedimento ou dos pacientes, de acordo com o Conselho Federal de Medicina.
Muitas tentantes e casais preferem evitar contar a amigos e familiares que receberam uma doação de gametas, enquanto outros se sentem confortáveis em compartilhar essa informação. As duas decisões são válidas!
A doadora recebe quantias em dinheiro
Mito! No Brasil, é proibido por lei vender gametas. A ovodoação deve ser feita de maneira altruísta, em que uma mulher decide ajudar outras a se tornarem mães sem nenhum fim lucrativo.
Entretanto, as duas mulheres podem fazer um acordo anônimo, chamado de ovodoação compartilhada. Nesse processo, a clínica seleciona uma mulher que vai passar por tratamento de FIV que esteja disposta a compartilhar seus óvulos coletados com um casal ou outra tentante, e a receptora custeia parte do tratamento da doadora.
Todo esse processo é seguro e regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina.
A ovodoação é a única opção para mulheres inférteis
Depende de cada caso. Há mulheres inférteis que conseguem produzir utilizar próprios óvulos a partir da estimulação ovariana. Inclusive, essa alternativa sempre é sugerida pelos especialistas antes da ovodoação.
Entretanto, se esse tratamento não funcionou no passado ou a tentante realmente não é capaz de produzir mais óvulos por qualquer motivo, a ovodoação pode ser a única alternativa se a mulher quiser passar pela gestação. Caso contrário, a adoção é uma opção muito viável!

Infertilidade sem causa aparente atinge 10% dos casais inférteis
Depois que um casal percebe que está com dificuldades para engravidar, procura um médico para descobrir as possíveis causas desse problema. Tanto o homem quanto a mulher vão passar por uma série de exames, para excluir ou confirmar possíveis diagnósticos de infertilidade.
Entretanto, em cerca de 10% dos casais que têm dificuldades em engravidar, os exames realizados são normais, de maneira que a equipe responsável não consegue determinar a real causa da infertilidade. Esses casos são denominados de infertilidade inexplicável ou infertilidade sem causa aparente.
Os impactos psicológicos da infertilidade sem causa aparente
Na grande maioria dos casos, os pacientes procuram ajuda médica porque buscam uma resposta, algo que explique o motivo pelo qual não estão conseguindo realizar o sonho de ter um bebê e que possa ser solucionado.
A experiência de passar por diversos tipos de exame inconclusivos pode ser bastante desgastante para os casais que sofrem de infertilidade sem causa aparente. Para a mulher, especialmente, não ter nenhuma explicação para a dificuldade de engravidar pode causar muito mal-estar e até impactar a qualidade de vida.
Além disso, é comum existir uma pressão externa para que o casal ou a mulher tenha filhos. Amigos e família os questionam porque ainda não conseguiram conceber quando desejam ter um bebê, e sem um diagnóstico não há resposta para a pergunta. Diversas estatísticas mostram, inclusive, que a cobrança externa, ainda que com boas intenções, geram sentimentos negativos como culpa e fracasso.
O que fazer quando se tem infertilidade sem causa aparente
A postura do casal em relação à infertilidade costuma variar de acordo com sua idade e o nível de ansiedade em ter um bebê. Os tratamentos mais indicados para quem tem infertilidade sem causa aparente são a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro, devendo-se individualizar caso a caso.
Na inseminação intrauterina, a mulher passa pela estimulação ovariana e a amostra de sêmen é coletada e preparada para só então ser inserida, em ambiente hospitalar, diretamente no interior do útero da mulher no período fértil.
Na fertilização in vitro a mulher também passa pela estimulação ovariana, mas ao contrário da inseminação, o óvulo será coletado para fertilização em laboratório, onde o embrião será desenvolvido. Depois, ele será transferido para o útero da tentante. Essa é a técnica mais complexa e eficaz em reprodução assistida.

Testosterona e fertilidade do homem: entenda a relação
As pessoas sempre ouvem falar em testosterona, mas poucas compreendem, de fato, o papel desse hormônio na saúde reprodutiva masculina. Ele é fundamental para a produção e amadurecimento de espermatozóides nos testículos, além de ser responsável pelo desejo sexual e pela ereção.
Talvez pelo hormônio estar associado à potência sexual masculina, existe o mito de que suplementar a testosterona aumenta a fertilidade, o que pode ser muito perigoso para a saúde do homem. Na verdade, ingerir ou aplicar a testosterona sem indicação e orientação médica pode causar um sério desequilíbrio no organismo, levando à redução ou parada da produção de espermatozóides.
Como a testosterona atua na fertilidade masculina
O papel da testosterona na fertilidade masculina começa na gravidez, em que esse hormônio inicia a diferenciação sexual. Os órgãos reprodutores masculinos se desenvolvem e os testículos descem do abdômen até o saco escrotal.
Mais tarde, na adolescência, a testosterona faz com que os meninos comecem ter mais pêlos no corpo. O pênis se desenvolve, as cordas vocais ficam mais espessas e, finalmente, a espermatogênese se inicia.
Ou seja, a fertilidade masculina está profundamente atrelada à testosterona, desde o útero. Afinal, sem o desenvolvimento apropriado dos órgãos sexuais, o homem terá dificuldades de produzir espermatozóides.
Pelo mesmo motivo, na vida adulta, se os níveis de testosterona estiverem baixos, a produção de espermatozóides pode também estar impactada, além de afetar a disposição, cognição e até a constituição óssea do corpo. Esse desequilíbrio metabólico pode ser causado pela obesidade, estresse, doenças crônicas e até mesmo alguns tipos de medicamentos.
Entretanto, suplementar esse hormônio por conta própria pode piorar a situação e até mesmo levar à um caso grave de infertilidade.
Porque tomar testosterona não é uma boa estratégia para aumentar a fertilidade
Os hormônios funcionam sob um delicado equilíbrio no organismo de ambos os sexos. Se o homem utiliza testosterona exógena (seja ela em gel, injeção ou comprimidos), isso causará um aumento além do normal nos níveis desse hormônio no sangue, o que pode diminuir a produção dos hormônios que estimulam a produção natural de testosterona e a produção de espermatozóides. Assim,
Esse é um dos motivos pelos quais os homens com testosterona baixa devem sempre procurar um médico para tratar o problema, e jamais administrar o hormônio por conta própria, sob o risco de se tornar infértil. Isso vale, também, para aqueles que utilizam a testosterona para ganhar mais massa muscular.
Como manter o equilíbrio hormonal e preservar a fertilidade
O pico de testosterona, no homem, ocorre durante a adolescência. A partir dos 30 anos, esse hormônio de fato diminui, mas, geralmente, não a ponto de causar infertilidade.
Na grande maioria dos casos, os homens que ficam com baixos níveis de testosterona têm hábitos de vida pouco saudáveis, como sedentarismo, má alimentação, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Todos esses elementos prejudicam o bom funcionamento do metabolismo.
Por isso, a melhor forma de manter o equilíbrio hormonal e preservar a fertilidade é ter uma vida saudável.

Conheça a Criptorquidia, uma condição que pode causar infertilidade masculina
A criptorquidia é uma alteração genital bastante comum, podendo acometer até 4% das crianças nascidas a termo e até 45% dos meninos nascidos prematuramente. Esse problema ocorre quando um ou os dois testículos estão ausentes no saco escrotal, por anomalias no desenvolvimento fetal. Caso o bebê não receba o tratamento adequado, poderá ter problemas de infertilidade na vida adulta e até câncer. .
A criptorquidia é uma alteração genital bastante comum, podendo acometer até 4% das crianças nascidas a termo e até 30% dos meninos nascidos prematuramente. Esse problema ocorre quando um ou os dois testículos estão ausentes no saco escrotal, por anomalias no desenvolvimento fetal. Caso o bebê não receba o tratamento adequado, poderá ter problemas de infertilidade na vida adulta e até câncer. .
Durante o desenvolvimento do bebê, no útero, os testículos crescem e começam o seu trajeto de descida para a bolsa escrotal, chegando na região no fim da gestação.
Ainda não está totalmente claro quais mecanismos podem interromper esse processo, mas algumas possíveis causas da criptorquidia parecem ser prematuridade no nascimento, baixo peso do bebê, tabagismo e consumo de bebida alcoólica pela mãe.
Na maioria das vezes vezes, a migração espontânea ocorre naturalmente após o nascimento, mas é importante que os pais fiquem atentos.
Após alguns meses, caso o testículo não desça até o saco escrotal, uma cirurgia é indicada, devendo ser realizada até o bebê completar dois anos de idade.
Diagnóstico da criptorquidia e teste da bolinha
O diagnóstico da criptorquidia pode ser feito pelo médico logo após o nascimento ou nos primeiros dias de vida, através da palpação do saco escrotal. Caso o profissional note que o bebê tem essa condição, ele irá orientar que os pais façam o “teste da bolinha” periodicamente, durante os próximos meses.
Recomenda-se que a cirurgia de correção dos testículos seja realizada até os 12 meses do bebê, não devendo ultrapassar os dois anos de idade.
Atualmente, o tratamento precoce (ao redor dos seis meses) é mais indicado porque está associado a um melhor desenvolvimento testicular, maior potencial de fertilidade e redução do risco de malignização.
Afinal, na criptorquidia, o testículo fica inoperante, fazendo com que o risco de desenvolver câncer testicular seja até oito vezes maior do que a população em geral. Além disso, os tumores costumam ser mais agressivos.
Infertilidade pode ser uma das complicações da criptorquidia
Um dos motivos pelos quais a criptorquidia pode causar infertilidade é a temperatura aumentada quando o testículo se encontra na região abdominal, o que diminui a produção, concentração e qualidade dos espermatozoides.
Não é incomum que pacientes que trataram essa condição após a puberdade apresentem azoospermia, que é a ausência de espermatozoides no sêmen. Naturalmente, sem os gametas masculinos, não é possível engravidar naturalmente.
Para os homens que já apresentam azoospermia, a reprodução assistida pode ajudar a realizar o sonho da paternidade.
Em alguns casos, uma biópsia testicular pode ajudar a identificar a presença de espermatozóides. Se os gametas forem encontrados, podemos realizar uma punção para extraí-los e realizar uma fertilização in vitro ou ICSI.
Entretanto, se o paciente realmente não possuir espermatozóides, a utilização de bancos de sêmen possibilita a doação anônima de gametas masculinos para inseminação artificial ou FIV.
De qualquer forma, recomendamos a todos os pais que observem as condições dos testículos do bebê para prevenir essas possíveis complicações como a infertilidade e até mesmo o câncer.
A criptorquidia é uma alteração genital bastante comum, podendo acometer até 4% das crianças nascidas a termo e até 45% dos meninos nascidos prematuramente. Esse problema ocorre quando um ou os dois testículos estão ausentes no saco escrotal, por anomalias no desenvolvimento fetal. Caso o bebê não receba o tratamento adequado, poderá ter problemas de infertilidade na vida adulta e até câncer. .
Durante o desenvolvimento do bebê, no útero, os testículos crescem e começam o seu trajeto de descida para a bolsa escrotal, chegando na região no fim da gestação.
Ainda não está totalmente claro quais mecanismos podem interromper esse processo, mas algumas possíveis causas da criptorquidia parecem ser prematuridade no nascimento, baixo peso do bebê, tabagismo e consumo de bebida alcoólica pela mãe.
Na maioria das vezes vezes, a migração espontânea ocorre naturalmente após o nascimento, mas é importante que os pais fiquem atentos.
Após alguns meses, caso o testículo não desça até o saco escrotal, uma cirurgia é indicada, devendo ser realizada até o bebê completar dois anos de idade.
Diagnóstico da criptorquidia e teste da bolinha
O diagnóstico da criptorquidia pode ser feito pelo médico logo após o nascimento ou nos primeiros dias de vida, através da palpação do saco escrotal. Caso o profissional note que o bebê tem essa condição, ele irá orientar que os pais façam o “teste da bolinha” periodicamente, durante os próximos meses.
Recomenda-se que a cirurgia de correção dos testículos seja realizada até o 5º mês do bebê, não devendo ultrapassar os dois anos de idade.
Atualmente, o tratamento precoce (ao redor dos seis meses) é mais indicado porque está associado a um melhor desenvolvimento testicular, maior potencial de fertilidade e redução do risco de malignização.
Afinal, na criptorquidia, o testículo fica inoperante, fazendo com que o risco de desenvolver câncer testicular seja até oito vezes maior do que a população em geral. Além disso, os tumores costumam ser mais agressivos.
Infertilidade pode ser uma das complicações da criptorquidia
Um dos motivos pelos quais a criptorquidia pode causar infertilidade é a temperatura aumentada quando o testículo se encontra na região abdominal, o que diminui a produção, concentração e qualidade dos espermatozoides.
Não é incomum que pacientes que trataram essa condição após a puberdade apresentem azoospermia, que é a ausência de espermatozoides no sêmen. Naturalmente, sem os gametas masculinos, não é possível engravidar naturalmente.
Para os homens que já apresentam azoospermia, a reprodução assistida pode ajudar a realizar o sonho da paternidade.
Em alguns casos, uma biópsia testicular pode ajudar a identificar a presença de espermatozóides. Se os gametas forem encontrados, podemos realizar uma punção para extraí-los e realizar uma fertilização in vitro ou ICSI.
Entretanto, se o paciente realmente não possuir espermatozóides, a utilização de bancos de sêmen possibilita a doação anônima de gametas masculinos para inseminação artificial ou FIV.
De qualquer forma, recomendamos a todos os pais que observem as condições dos testículos do bebê para prevenir essas possíveis complicações como a infertilidade e até mesmo o câncer.

Como preservar a fertilidade quando o tratamento do câncer precisa ser imediato?
O câncer de mama é mais comum em mulheres que já passaram pela menopausa, mas muitos estudos têm apontado que cerca de 10 a 15% dos novos casos acomete mulheres que ainda estão em idade reprodutiva. Muitas delas ainda não tiveram filhos, fazendo da preservação da fertilidade uma medida importante antes de iniciar o tratamento.
Tanto a quimioterapia quanto a radioterapia podem afetar significativamente a capacidade reprodutiva de homens e mulheres, seja inutilizando ou dificultando a produção de gametas ou prejudicando a saúde uterina ou ovariana.
Atualmente, existem diversas técnicas para permitir que os pacientes com câncer consigam ter filhos biológicos depois de vencer a doença. Entretanto, eles costumam atrasar o tratamento oncológico em cerca de duas a três semanas, o que pode ser um obstáculo em alguns casos.
Caso o câncer seja agressivo ou tenha sido descoberto num estágio mais avançado, pode não ser recomendado esperar a estimulação ovariana necessária para a criopreservação de óvulos ou Fertilização In Vitro, métodos mais comumente utilizados em oncofertilidade.
Ainda assim, é possível realizar o sonho de engravidar quando o tratamento de câncer precisa ser imediato, mas os métodos são um pouco mais delicados e, em alguns casos, ainda considerados experimentais.
Criopreservação do tecido ovariano
A criopreservação do tecido ovariano busca preservar óvulos dentro dos folículos ovarianos, onde ficam alojados um grande número de gametas. Como não é necessário esperar a maturação dos óvulos ou estimular o ovário hormonalmente para realizar essa técnica, ela é indicada para pacientes oncológicos que precisam iniciar o tratamento de imediato.
O fragmento do tecido é colhido por cirurgia minimamente invasiva antes de serem iniciadas as sessões de quimio ou radioterapia, para então ser criopreservado. Após a conclusão do tratamento, o tecido poderá ser descongelado e transplantado de volta para o corpo da paciente. Se o tecido transplantado for suficientemente vascularizado e os ovários estiverem em bom funcionamento, a gravidez espontânea é possível.
Maturação In Vivo
Considerado, ainda, um método experimental de preservação da fertilidade, a maturação in vivo consiste na coleta de óvulos imaturos, ou seja, antes da ovulação espontânea. No laboratório, eles são maturados por 24h a 48h em um meio de cultura com pequenas quantidades de hormônios. Após esse processo, eles poderão ser criopreservados ou fertilizados in vitro para futura implantação.
As pesquisas a respeito da maturação in vitro ainda são um pouco escassas, mas diversos avanços tecnológicos parecem ter refinado a técnica, oferecendo resultados comparáveis a outros métodos de preservação da fertilidade.
Doação de gametas e Fertilização In Vitro (FIV)
Caso o tratamento de câncer tenha causado falência ovariana precoce na paciente mas seu útero continua viável para gestação, a mulher pode optar por receber uma doação de óvulo de outra paciente e, então, realizar a Fertilização In Vitro a partir do esperma do companheiro ou do banco de doação.
No Brasil, a doação de gametas segue uma série de regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), de maneira que a doação de óvulos e sêmen seja anônima e segura.
Depois que o óvulo é fecundado, o embrião é cultivado em laboratório para então ser transferido para o útero da paciente, onde precisa se fixar e continuar seu desenvolvimento. Se você quiser entender melhor sobre essa etapa, leia nosso post sobre como se programar para a transferência de embrião.