
Tentantes: conheça o caminho até a Reprodução Assistida
Os tentantes costumam iniciar a sua jornada buscando um ginecologista, quando percebem que o tempo está passando e a gravidez não chega.

O que você precisa saber sobre a Coleta de Óvulos
Seja para adiar a gravidez, ajudar casais homoafetivos a terem seus filhos biológicos ou permitir que casais hétero superem algum problema de fertilidade, a coleta de óvulos é uma das mais importantes etapas dos procedimentos de reprodução humana assistida.

Como é a preparação para uma Fertilização in Vitro
A Fertilização in Vitro (FiV) é um tratamento que tem várias etapas. E, como esse recurso é utilizado para ajudar diversas pessoas que sofrem de infertilidade, viemos esclarecer quais são os passos que antecedem a efetivação desse procedimento.

Estresse, ansiedade e depressão: entenda como estes problemas se relacionam à infertilidade feminina
A saúde mental está diretamente ligada à saúde do corpo. Sendo assim, a presença de sofrimento mental pode reduzir a fertilidade das mulheres.

Conheça as 6 principais causas do abortamento
Quando a gravidez é interrompida antes da 22ª semana, sem intervenções externas, e com o feto pesando até 500g, diz-se que aconteceu um aborto espontâneo, de acordo com a definição do Ministério da Saúde.

FIV: o que realmente esperar do procedimento
A FIV é um dos principais tratamentos de reprodução assistida que permite que pacientes com desejo de gestação possam gerar um filho saudável.

Como funciona o laboratório de reprodução assistida do Mater Dei?
Para fazer acontecer o milagre da vida, com a ajuda da medicina reprodutiva, é necessária uma equipe interdisciplinar em um laboratório de reprodução.

Como saber se preciso de ajuda para engravidar?
Apesar de a infertilidade ser caracterizada por frequentes tentativas de engravidar durante o período de um ano, alguns exames básicos podem começar a ser feitos antes mesmo de se atingir esse prazo.

Congelamento de Óvulos X Congelamento de Embriões: vantagens e desvantagens
Os tratamentos de reprodução assistida podem ser empregados em diversas situações e as motivações para a escolha de cada técnica vão variar de acordo com o perfil de cada paciente.

Síndrome de Hiperestimulação Ovariana
Uma complicação possível depois da indução da ovulação para tratamentos de infertilidade é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana, resposta exagerada dos ovários aos hormônios utilizados para maturar os óvulos.
Na parte 1, te explicamos como esse problema se desenvolve e os tratamentos indicados de acordo com a seriedade de cada caso de SHO. Agora, queremos falar sobre as formas de prevenir a Síndrome e, assim, evitar arriscar a saúde da tentante e o cancelamento do ciclo de estimulação ovariana.
Fatores de risco para o desenvolvimento da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana
Identificar as pacientes que correm mais riscos de desenvolver a SHO é a principal forma de prevenir esse problema, já que poderemos adequar o tratamento de acordo com as especificidades de cada uma.
Alguns fatores de risco amplamente conhecidos são os seguintes:
- Mulheres com Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo de 20, ou seja, que estão abaixo do peso ideal;
- Mulheres com Síndrome de Ovários Policísticos;
- Mulheres com menos de 32 anos;
- Mulheres com histórico prévio de Síndrome de Hiperestimulação Ovariana;
Durante o tratamento, mulheres com altos índices de hormônio antimulleriano ou com mais de 15 folículos maduros também correm mais riscos de desenvolver a Síndrome e devem ser acompanhadas de perto.
Todos esses fatores são observados pela equipe de reprodução assistida para fazer ajustes no tratamento de fertilidade, sempre com o objetivo de preservar a saúde da mulher e possibilitar a gravidez.
Entretanto, como a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana pode colocar a vida da tentante em risco, em alguns casos o cancelamento do ciclo poderá ser recomendado.
Cancelamento do ciclo pode ser necessário na SHO
Tecnicamente, o cancelamento do ciclo de estimulação ovariana é a forma mais eficaz de prevenir o agravamento da SHO, mas nunca é fácil tomar essa decisão. A essa altura do tratamento, a mulher já está muito envolvida emocionalmente e financeiramente, e a última coisa que deseja é perder a chance de engravidar.
O uso de protocolos mais seguros como o protocolo antagonista e o trigger ( maturação final dos oócitos) com análogo do GnRH, tem se mostrado altamente eficaz na prevenção da SHO, com raríssimos casos descritos no mundo.
Outra alternativa imediata é chamada de coasting, que consiste na parada temporária de gonadotrofinas enquanto mantemos outros tipos de hormônios. Apesar de ser um grande aliado no controle da Síndrome de Hiperestimulação Ovariana, ainda é associado a menores taxas de gravidez.
Para pacientes em risco mas que chegaram a realizar a coleta de óvulos, pode ser também recomendado criopreservar os gametas ou embriões para uma gravidez em outro ciclo.
Essa medida pode ser interessante para evitar que uma possível gestação agrave mais ainda o quadro de SHO. Além disso, pacientes com a Síndrome possuem níveis elevados de estradiol, o que pode ser prejudicial para o endométrio e também para o embrião.
Sabemos que lidar com a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana, principalmente em quadros mais graves, pode ser assustador para a tentante. Justamente por isso, estamos disponíveis para responder todas as suas dúvidas sobre o assunto. É só deixar nos comentários aqui embaixo!
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