
Planejamento reprodutivo e reprodução assistida: entenda a relação entre eles
A decisão de ter filhos envolve diversas questões pessoais, emocionais e médicas. O planejamento reprodutivo e a reprodução assistida são dois conceitos fundamentais que se complementam para ajudar pessoas e casais a realizarem o sonho da maternidade e paternidade.
Mas qual a relação entre esses dois temas? Como a reprodução assistida pode auxiliar no planejamento reprodutivo? Neste artigo, vamos esclarecer essas dúvidas e apresentar as principais opções disponíveis para quem deseja engravidar de forma segura e planejada.
O que é planejamento reprodutivo?
O planejamento reprodutivo é um conceito que valoriza o direito das pessoas de tomar decisões sobre sua vida reprodutiva, seja para ter filhos ou para adiar esse momento.
Ele envolve aspectos como: Escolha consciente sobre quando e como ter filhos.
Avaliação da saúde reprodutiva e possíveis desafios.
Métodos contraceptivos para evitar gravidez indesejada.
Estratégias para preservar a fertilidade para o futuro.
Esse planejamento pode ser feito tanto por pessoas que desejam engravidar naturalmente quanto por aquelas que precisam da reprodução assistida para conseguir a gestação.
Quando a reprodução assistida entra no planejamento reprodutivo?
Nem sempre engravidar é um processo simples. Diversos fatores podem dificultar a gestação, como:
Infertilidade feminina ou masculina.
Idade avançada da mulher.
Doenças genéticas hereditárias.
Casais homoafetivos que desejam ter filhos.
Pessoas que não têm parceiro sexual, mas querem engravidar.
Para essas situações, a reprodução assistida se torna uma aliada do planejamento reprodutivo, oferecendo soluções médicas que aumentam as chances de gravidez.
Principais técnicas de reprodução assistida
A reprodução assistida é um conjunto de procedimentos médicos que ajudam pessoas e casais a engravidar quando a gestação natural não é possível ou segura. As principais técnicas são:
Inseminação Artificial (IA)
Técnica mais simples de reprodução assistida.
O espermatozoide é inserido diretamente no útero da mulher, facilitando a fecundação.
Indicada para casos de baixa motilidade espermática ou mulheres sem parceiro masculino.
Fertilização In Vitro (FIV)
Técnica mais avançada e eficaz de reprodução assistida.
O óvulo e o espermatozoide são fertilizados em laboratório e, depois, o embrião é implantado no útero.
Opção para casais com infertilidade masculina ou feminina, idade avançada ou doenças genéticas.
Coito Programado
Método que identifica o melhor período fértil para aumentar as chances de gravidez.
Pode ser feito com estimulação hormonal para potencializar a ovulação.
Indicado para casais que tentam engravidar sem sucesso, mas sem fatores graves de infertilidade.
Como o congelamento de óvulos pode ser uma estratégia de planejamento reprodutivo?
Muitas mulheres optam por adiar a maternidade por questões profissionais, pessoais ou médicas. No entanto, a idade interfere diretamente na fertilidade, pois a reserva ovariana diminui ao longo dos anos.
A criopreservação de óvulos permite que a mulher congele seus óvulos quando ainda estão em boa qualidade, preservando suas chances de engravidar no futuro.
Essa técnica é uma excelente opção para mulheres que querem planejar sua gravidez com mais segurança e liberdade.
Planejamento reprodutivo e reprodução assistida caminham juntos
O planejamento reprodutivo garante que as pessoas possam tomar decisões informadas sobre sua fertilidade, enquanto a reprodução assistida oferece as ferramentas médicas para tornar esse planejamento possível.
Quem pode se beneficiar da reprodução assistida? Casais com dificuldades para engravidar.
Pessoas sem parceiro que desejam ter filhos.
Casais homoafetivos que querem gerar um bebê.
Mulheres que desejam preservar a fertilidade para o futuro.
Se você deseja entender melhor suas opções e fazer um planejamento reprodutivo adequado, procure um especialista em reprodução humana.
Na Clínica de Reprodução Humana do Mater Dei, contamos com uma equipe especializada para cuidar de você em cada etapa dessa jornada.

Sinais de que você precisa procurar um especialista em fertilidade
A jornada para a gravidez pode ser um momento de grande expectativa e felicidade. No entanto, para alguns casais, o sonho de ter um filho pode se tornar um desafio quando a gestação não acontece naturalmente. Diante disso, entender os sinais que indicam a necessidade de procurar um especialista em fertilidade é fundamental para aumentar as chances de sucesso.
Quando procurar um especialista em fertilidade?
De acordo com especialistas, um casal que tenta engravidar sem sucesso por pelo menos 12 meses pode estar enfrentando algum problema de fertilidade. Para essas situações, é recomendado buscar uma avaliação médica para identificar possíveis causas e iniciar um tratamento adequado.
No entanto, essa recomendação muda de acordo com a idade da mulher:
- Mulheres acima de 35 anos: a investigação deve começar após seis meses de tentativas sem sucesso.
- Mulheres com 40 anos ou mais: o acompanhamento deve ser imediato, sem esperar o período de tentativas, já que a reserva ovariana reduz significativamente com o tempo.
Isso ocorre porque, ao longo dos anos, a mulher perde naturalmente sua reserva de óvulos. Quando chega à menopausa, por volta dos 50 anos, não há mais ovulação, impossibilitando uma gestação espontânea.
Outros fatores que indicam a necessidade de procurar um especialista
Além da idade, existem alguns sinais e condições que podem antecipar a busca por um especialista em fertilidade, mesmo antes de completar o período recomendado de tentativas. Alguns desses fatores incluem:
1. Tabagismo
O cigarro tem um impacto negativo tanto na fertilidade feminina quanto na masculina. Nas mulheres, reduz a reserva ovariana e prejudica a receptividade do útero ao embrião. Nos homens, afeta a qualidade e quantidade dos espermatozoides.
2. Obesidade
O excesso de peso pode causar desequilíbrios hormonais que dificultam a ovulação e a qualidade dos óvulos. Nos homens, também pode afetar a produção de espermatozoides saudáveis.
3. Infecções
Infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia, podem causar inflamações nas trompas uterinas e levar à infertilidade se não forem tratadas adequadamente.
4. Endometriose
A endometriose é uma condição na qual o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, podendo causar dores intensas e dificultar a concepção. Em alguns casos, obstruções nas trompas de Falópio podem impedir a fecundação do óvulo.
5. Cirurgias ginecológicas prévias
Procedimentos como retirada de miomas, curetagens ou cirurgias para cistos ovarianos podem causar cicatrizes no útero ou trompas, dificultando a gravidez.
6. Menstruação irregular
Ciclos menstruais irregulares podem indicar problemas hormonais, como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que interfere na ovulação e dificulta a concepção.
7. Diabetes
Tanto o diabetes tipo 1 quanto o tipo 2 podem afetar a fertilidade feminina e masculina, causando desequilíbrios hormonais e reduzindo a qualidade dos gametas.
8. Histórico de infertilidade na família
Se há casos de infertilidade em parentes próximos, como mãe, irmãs ou avós, pode ser um indicativo de fatores genéticos que dificultam a gestação.
9. Baixa produção de espermatozoides
No caso dos homens, a baixa contagem ou qualidade dos espermatozoides pode ser um fator determinante para a infertilidade do casal. Um espermograma pode avaliar esses aspectos e indicar a necessidade de tratamento.
Se você se identificou com algum dos fatores mencionados ou já está tentando engravidar há algum tempo sem sucesso, procurar um especialista em fertilidade pode ser o primeiro passo para entender melhor sua saúde reprodutiva e aumentar suas chances de conceber.
O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico adequado podem fazer toda a diferença no planejamento da gravidez. Portanto, não hesite em buscar orientação especializada para tornar esse sonho realidade!

Você já ouviu falar que óvulos congelados perdem qualidade ao longo do tempo? Confira porque isso é um mito!
Muitas mulheres que desejam preservar sua fertilidade têm dúvidas sobre o congelamento de óvulos. Uma das preocupações mais comuns é: “Os óvulos congelados perdem qualidade com o tempo?”.
A resposta é clara: não, óvulos congelados não perdem qualidade ao longo dos anos. Esse é um mito que ainda gera insegurança, mas a ciência já comprovou que a técnica de congelamento é segura e eficaz para preservar a fertilidade. Neste artigo, vamos explicar por que os óvulos mantêm sua qualidade e o que realmente influencia a chance de engravidar com óvulos congelados.
Como funciona o congelamento de óvulos?
O congelamento de óvulos é realizado por meio de um processo chamado vitrificação, uma técnica moderna e avançada que mantém os óvulos em temperaturas extremamente baixas (-196°C). Esse processo interrompe completamente as atividades celulares e metabólicas, preservando todas as suas características por tempo indeterminado.
Diferente de técnicas mais antigas, como o congelamento lento, a vitrificação impede a formação de cristais de gelo dentro das células, garantindo que a estrutura dos óvulos seja mantida intacta até o momento do descongelamento.
Ou seja, independentemente de o óvulo estar congelado por 1 ano ou 10 anos, sua qualidade será exatamente a mesma da época em que foi coletado.
O que realmente interfere na qualidade dos óvulos congelados?
Se o tempo de congelamento não impacta a qualidade dos óvulos, então o que realmente importa para a fertilidade feminina?
A idade da mulher no momento do congelamento
O fator mais importante para determinar a qualidade dos óvulos não é o tempo em que eles permanecem congelados, mas sim a idade da mulher no momento da coleta.
Mulheres mais jovens (até 35 anos) tendem a ter óvulos de melhor qualidade, com maior potencial de fecundação e desenvolvimento saudável do embrião.
Após os 35 anos, a reserva ovariana diminui e a qualidade dos óvulos começa a cair, o que pode impactar as chances de sucesso em tratamentos de fertilização no futuro.
Mulheres que congelam seus óvulos antes dos 35 anos aumentam significativamente suas chances de engravidar quando decidirem utilizá-los.
Quantidade de óvulos congelados
Outro fator essencial é quantos óvulos foram congelados. Para aumentar as chances de sucesso em uma futura gestação, recomenda-se o armazenamento de um número adequado de óvulos.
Em média, o ideal é congelar entre 10 e 20 óvulos, dependendo da idade da mulher e da resposta ao tratamento hormonal.
Quanto mais óvulos disponíveis, maiores são as chances de formar embriões saudáveis no futuro, especialmente para mulheres que congelam óvulos após os 35 anos.
Vitrificação x congelamento lento: qual a diferença?
Muitas pessoas ainda acreditam que óvulos congelados perdem qualidade porque associam essa ideia a técnicas antigas de congelamento. O congelamento lento, utilizado no passado, aumentava o risco de danos celulares, pois permitia a formação de cristais de gelo dentro dos óvulos, afetando sua viabilidade.
Hoje, com a vitrificação, os óvulos são congelados quase instantaneamente, evitando qualquer dano estrutural. Estudos científicos comprovam que a taxa de sobrevivência dos óvulos vitrificados após o descongelamento é superior a 90%, garantindo ótimos resultados nos tratamentos de reprodução assistida.
Congelar óvulos é uma opção segura para preservar a fertilidade
O congelamento de óvulos é uma das melhores estratégias para mulheres que desejam postergar a maternidade e preservar suas chances de engravidar no futuro.
A qualidade dos óvulos permanece inalterada, independentemente do tempo de armazenamento.
O fator mais importante é a idade da mulher no momento do congelamento.
A vitrificação é uma técnica segura e eficaz, com taxas de sucesso elevadas.
Se você está considerando o congelamento de óvulos ou deseja saber mais sobre sua fertilidade, procure um especialista em reprodução assistida para orientação personalizada.
Na Clínica de Reprodução Humana do Mater Dei, oferecemos tecnologia de ponta e uma equipe especializada para cuidar do seu sonho de ser mãe no momento certo para você.

Adenomiose e Infertilidade: qual o impacto dessa condição no período reprodutivo
A adenomiose é uma condição uterina que, embora frequentemente confundida com outras doenças ginecológicas, tem características específicas que a tornam desafiadora, especialmente no período reprodutivo. Marcada pela presença do tecido endometrial (que normalmente reveste o interior do útero) infiltrado na camada muscular uterina, essa condição pode impactar significativamente a fertilidade feminina.
Estudos recentes mostram que a adenomiose não apenas contribui para dificuldades em engravidar, mas também está frequentemente associada à endometriose, um dos principais fatores de infertilidade em mulheres. Neste artigo, exploramos como a adenomiose afeta a fertilidade, os sintomas, os desafios no diagnóstico e as opções de tratamento.
O que é a adenomiose?
A adenomiose é uma condição em que o tecido endometrial, que deveria se limitar ao revestimento interno do útero, invade a camada muscular uterina (miométrio). Isso causa espessamento da parede uterina, tornando o órgão mais volumoso e rígido. Embora a adenomiose seja mais comum em mulheres na faixa dos 30 a 50 anos, ela também pode afetar mulheres mais jovens, especialmente aquelas que enfrentam dificuldades para engravidar.
Principais sintomas:
- Cólicas menstruais intensas (dismenorreia);
- Fluxo menstrual muito abundante (menorragia);
- Dor pélvica crônica;
- Sangramentos uterinos anormais;
- Sensação de peso no abdômen inferior.
Adenomiose e infertilidade: qual a relação?
A infertilidade associada à adenomiose pode ocorrer devido a vários fatores que comprometem o ambiente uterino necessário para a implantação do embrião e o desenvolvimento da gravidez. Entre os principais mecanismos envolvidos estão:
- Alterações no endométrio: O tecido endometrial alterado na adenomiose pode dificultar a implantação do embrião, resultando em falhas na fecundação ou abortos espontâneos precoces.
- Inflamação crônica: A presença de tecido endometrial na musculatura uterina desencadeia um estado de inflamação contínua, que prejudica o ambiente uterino, dificultando a fixação e o desenvolvimento embrionário.
- Alteração da contração uterina: A adenomiose pode causar hiperatividade do útero, o que afeta a movimentação dos espermatozoides, dificultando a concepção.
- Diminuição da receptividade uterina: A receptividade do endométrio é essencial para que o embrião se fixe com sucesso. Na adenomiose, essa receptividade é prejudicada, reduzindo as chances de implantação.
- Relação com a endometriose: Em muitos casos, a adenomiose está associada à endometriose, uma condição que afeta órgãos próximos ao útero e que também está fortemente relacionada à infertilidade feminina.
Diagnóstico da adenomiose
O diagnóstico da adenomiose pode ser desafiador, já que os sintomas são frequentemente confundidos com outras condições, como a endometriose ou miomas uterinos. No entanto, avanços nas técnicas de imagem têm ajudado na identificação da doença.
Principais métodos de diagnóstico:
- Ultrassonografia transvaginal: Método inicial para identificar alterações na estrutura do útero.
- Ressonância magnética: Ferramenta mais precisa para avaliar o espessamento da parede uterina e a presença de adenomiose.
- Histopatologia: Confirmação definitiva, geralmente após uma histerectomia ou biópsia.
Impacto no período reprodutivo
A adenomiose pode ser uma barreira importante para mulheres que desejam engravidar, especialmente quando associada a outros fatores, como a idade e condições coexistentes, como a endometriose. Mulheres com adenomiose também apresentam maior risco de complicações durante a gravidez, incluindo:
- Abortos espontâneos;
- Partos prematuros;
- Restrição de crescimento fetal.
Por isso, é essencial que mulheres com essa condição recebam um acompanhamento médico cuidadoso e um plano de tratamento personalizado.
Tratamentos disponíveis
Embora a adenomiose possa ser desafiadora, existem opções de tratamento que ajudam a minimizar seus impactos, tanto nos sintomas quanto na fertilidade:
- Tratamentos hormonais:
- Anticoncepcionais combinados (orais, injetáveis ou transdérmicos);
- Dispositivos intrauterinos liberadores de levonorgestrel;
- Agonistas do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH).
Esses tratamentos ajudam a controlar os sintomas e reduzir a inflamação, mas não são curativos.
- Tratamentos cirúrgicos:
- Histerectomia: Em casos graves e quando a mulher não deseja mais engravidar, a remoção do útero pode ser indicada.
- Técnicas de reprodução assistida:
- Em casos de infertilidade, a fertilização in vitro (FIV) pode ser uma opção viável, especialmente quando combinada com o controle prévio da adenomiose.
Como lidar com a adenomiose e preservar a fertilidade?
Para mulheres diagnosticadas com adenomiose que desejam engravidar, é fundamental buscar orientação médica especializada. Um plano de manejo personalizado pode incluir:
- Controle da inflamação antes de tentar engravidar;
- Uso de técnicas de reprodução assistida, como a FIV;
- Preservação da fertilidade por meio do congelamento de óvulos, especialmente em mulheres jovens.
Além disso, o suporte emocional é essencial, já que a adenomiose pode impactar significativamente a qualidade de vida e o bem-estar psicológico.
Podemos concluir que a adenomiose é uma condição que vai além de seus sintomas físicos, afetando diretamente a fertilidade de muitas mulheres. Embora desafiadora, a combinação de avanços no diagnóstico e tratamentos personalizados permite que muitas mulheres com adenomiose alcancem o sonho da maternidade.
Se você suspeita que pode ter adenomiose ou enfrenta dificuldades para engravidar, procure um especialista em reprodução assistida. Cada caso é único, e com o acompanhamento certo, é possível encontrar caminhos para superar os desafios e realizar seus planos reprodutivos.

ROPA ou Recepção de Óvulos da Parceira: entenda como funciona essa técnica de fertilização in vitro
A medicina reprodutiva tem se expandido para atender diferentes configurações familiares e desejos parentais. Entre as inovações mais significativas está a técnica ROPA (Recepção de Óvulos da Parceira), que oferece uma opção única para casais homoafetivos femininos realizarem o sonho da maternidade de forma compartilhada.
A ROPA permite que ambas as mulheres participem ativamente do processo de concepção, criando uma conexão emocional ainda mais forte durante a jornada da gravidez. Neste artigo, vamos explorar como essa técnica funciona, para quem é indicada, e os benefícios emocionais e médicos que ela oferece.
O que é a técnica ROPA?
A ROPA é uma forma de fertilização in vitro (FIV) voltada especificamente para casais homoafetivos femininos. A técnica consiste em dividir as etapas do processo reprodutivo entre as duas parceiras:
- Uma das mulheres doa os óvulos:
- Após a estimulação ovariana, os óvulos maduros são coletados.
- Esses óvulos serão fertilizados em laboratório com o sêmen de um doador.
- A outra mulher será a gestante:
- Após a fertilização, o embrião é transferido para o útero da parceira que carregará a gravidez.
Dessa forma, as duas mulheres têm participação direta no processo: uma contribui geneticamente, e a outra vivencia a gestação.
Como funciona o processo passo a passo?
- Consulta inicial:
- O casal passa por uma avaliação médica para determinar a viabilidade do método e esclarecer dúvidas.
- Ambas as mulheres realizam exames para verificar a saúde reprodutiva e geral.
- Estimulação ovariana:
- A mulher que irá fornecer os óvulos recebe medicamentos para estimular o desenvolvimento de múltiplos óvulos nos ovários.
- Durante esse período, ultrassons e exames de sangue são realizados para monitorar a resposta ao tratamento.
- Coleta dos óvulos:
- Quando os óvulos estão maduros, são coletados por meio de um procedimento simples e minimamente invasivo.
- Fertilização em laboratório:
- Os óvulos coletados são fertilizados com o sêmen de um doador em ambiente controlado.
- Os embriões resultantes são cultivados por alguns dias até atingirem o estágio ideal para transferência.
- Preparação do útero:
- Enquanto isso, a mulher que será a gestante recebe medicamentos para preparar o endométrio (revestimento interno do útero) para receber o embrião.
- Transferência do embrião:
- Um ou mais embriões saudáveis são transferidos para o útero da parceira que levará a gravidez adiante.
- Confirmação da gravidez:
- Após aproximadamente 10 a 14 dias, um teste de gravidez confirma se a transferência foi bem-sucedida.
Para quem é indicada a técnica ROPA?
A técnica é voltada para casais homoafetivos femininos que desejam compartilhar a experiência da maternidade de maneira ativa. Algumas situações em que a ROPA pode ser indicada:
- Quando ambas as parceiras têm saúde reprodutiva suficiente para participar do processo.
- Quando há o desejo de que uma mulher forneça os óvulos enquanto a outra vivencie a gestação.
- Em casos onde uma das parceiras tem condições médicas que impedem a gestação, mas pode fornecer óvulos.
Quais são os benefícios da ROPA?
- Participação conjunta:
- A ROPA permite que ambas as parceiras compartilhem um papel significativo no processo de concepção, fortalecendo o vínculo emocional.
- Inclusão genética e gestacional:
- Uma mulher contribui com o material genético e a outra vivencia as transformações e emoções da gravidez.
- Flexibilidade:
- A técnica oferece opções mesmo quando uma das parceiras enfrenta desafios de fertilidade.
- Apoio emocional e psicológico:
- O envolvimento de ambas pode aliviar ansiedades e criar uma experiência mais colaborativa.
Aspectos legais e éticos no Brasil
No Brasil, a ROPA é permitida e regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Algumas regras devem ser observadas:
- O casal precisa comprovar união estável ou casamento.
- A escolha do doador de sêmen é anônima e realizada por bancos de sêmen regulamentados.
- Todo o processo deve ser conduzido em clínicas de reprodução assistida autorizadas.
O que considerar antes de optar pela ROPA?
A ROPA, como qualquer procedimento de reprodução assistida, requer planejamento cuidadoso. Algumas considerações incluem:
- Saúde reprodutiva: Ambas as parceiras devem passar por avaliações médicas detalhadas.
- Escolha do doador: A seleção do sêmen do doador é um momento importante, e bancos de sêmen oferecem informações detalhadas sobre as características do doador.
- Aspectos emocionais: A decisão de quem fornecerá os óvulos e quem será a gestante pode ser desafiadora; o acompanhamento psicológico é recomendado.
- Custo: A técnica envolve procedimentos complexos e pode ser financeiramente exigente.
Podemos concluir que a técnica ROPA representa um avanço importante na reprodução assistida, permitindo que casais homoafetivos femininos compartilhem a experiência única da maternidade. Mais do que um método médico, é uma forma de inclusão e fortalecimento do vínculo entre as parceiras.
Se você deseja saber mais sobre a ROPA ou outras opções de fertilização assistida, entre em contato com uma clínica especializada. A jornada para a maternidade pode ser desafiadora, mas é repleta de possibilidades e apoio especializado.

Gravidez aos 40: Entenda a idade dos óvulos, exames essenciais e opções de reprodução assistida
Com o avanço das conquistas femininas no campo profissional e pessoal, muitas mulheres têm optado por adiar a maternidade para além dos 40 anos. Essa tendência é refletida nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram um aumento de 65,7% no número de gestações em mulheres dessa faixa etária na última década. Graças aos avanços da medicina reprodutiva, realizar o sonho da maternidade após os 40 anos tornou-se mais acessível e seguro.
No entanto, a gravidez em idade avançada apresenta desafios específicos relacionados à qualidade dos óvulos, saúde geral e fertilidade. Este artigo aborda o impacto da idade nos óvulos, os exames essenciais e as opções de reprodução assistida disponíveis.
A idade dos óvulos e sua relação com a fertilidade
A fertilidade feminina está intimamente ligada à idade dos óvulos. Mulheres nascem com um número limitado de óvulos, que diminui progressivamente ao longo dos anos. Além disso, a qualidade dos óvulos também se deteriora com o tempo, o que pode afetar as chances de gravidez e aumentar o risco de alterações genéticas nos embriões.
Após os 35 anos, a queda na reserva ovariana se torna mais acentuada, e aos 40 anos, as chances de concepção natural diminuem significativamente. Apesar disso, é importante lembrar que cada mulher tem um relógio biológico único e que avanços na medicina podem auxiliar em muitos casos.
Exames essenciais para mulheres que desejam engravidar aos 40
Antes de tentar engravidar, é fundamental que mulheres com mais de 40 anos passem por uma avaliação completa da saúde reprodutiva. Alguns exames importantes incluem:
- Avaliação da reserva ovariana:
- Exames de sangue para medir os níveis de hormônios como o FSH, LH e AMH (hormônio antimülleriano).
- Ultrassonografia transvaginal para contar os folículos antrais.
- Ultrassonografia transvaginal:
Avalia a anatomia do útero e dos ovários para identificar possíveis alterações como miomas ou cistos. - Histerossalpingografia:
Um exame de imagem que verifica se as trompas uterinas estão desobstruídas. - Teste de fertilidade masculina:
Em muitos casos, a avaliação do parceiro é fundamental, já que a fertilidade masculina também pode ser afetada pela idade. - Exames gerais de saúde:
- Avaliação cardiovascular, já que a gravidez aos 40 anos pode trazer maior risco de hipertensão e diabetes gestacional.
- Testes genéticos para avaliar possíveis alterações que possam impactar o bebê.
Opções de reprodução assistida para mulheres acima de 40 anos
Quando a gravidez natural não é possível ou apresenta dificuldades, a medicina reprodutiva oferece diversas alternativas:
- Fertilização in vitro (FIV):
A FIV é uma das opções mais utilizadas por mulheres acima de 40 anos. Nesse processo, os óvulos são coletados, fertilizados em laboratório e, posteriormente, os embriões são transferidos para o útero. Para mulheres com baixa reserva ovariana ou óvulos de qualidade reduzida, pode ser indicado o uso de óvulos doados. - Inseminação intrauterina (IIU):
Em casos onde os óvulos ainda possuem boa qualidade e as trompas estão desobstruídas, a IIU pode ser uma alternativa. O sêmen é preparado em laboratório e introduzido diretamente no útero para facilitar a fertilização. - Preservação da fertilidade:
Mulheres que congelaram seus óvulos anteriormente podem utilizá-los, aumentando as chances de sucesso em uma gravidez tardia. - Uso de óvulos ou embriões doados:
Para mulheres com reservas ovarianas extremamente baixas ou com alterações genéticas nos óvulos, o uso de óvulos ou embriões doados é uma alternativa segura e eficaz. - Barriga solidária:
Em casos específicos, como ausência de útero ou condições médicas, a gestação pode ser conduzida por uma barriga solidária.
Riscos e cuidados na gravidez aos 40
Embora possível, a gravidez após os 40 anos requer cuidados extras devido a riscos como:
- Hipertensão arterial e diabetes gestacional.
- Complicações no parto, como prematuridade ou baixo peso ao nascer.
- Maior chance de anomalias genéticas no bebê.
Para minimizar esses riscos, é fundamental realizar o pré-natal com acompanhamento rigoroso e seguir todas as orientações médicas.
Conclusão: a maternidade é possível após os 40
Com o apoio da medicina moderna e o acompanhamento de especialistas, a maternidade aos 40 anos pode ser uma realidade segura e repleta de felicidade. O mais importante é buscar orientação médica, realizar os exames necessários e estar aberta às possibilidades que a reprodução assistida oferece.
Se você sonha em ser mãe e quer saber mais sobre as opções disponíveis, agende uma consulta com nossa equipe. Estamos prontos para ajudá-la em cada passo dessa jornada.

Novo ano, novos hábitos: confira hábitos saudáveis para quem deseja engravidar em 2025
Entrar em um novo ano é sempre uma oportunidade para renovar planos, estabelecer metas e adotar hábitos mais saudáveis. Para quem deseja engravidar em 2025, esse é o momento ideal para começar a preparar o corpo e a mente para a gravidez. O que você faz antes de tentar engravidar pode impactar significativamente não apenas sua fertilidade, mas também a saúde da sua gestação e do seu futuro bebê.
A saúde pré-concepcional, ou seja, o cuidado com o corpo e a mente antes de engravidar, tem um papel fundamental na qualidade da gestação e na saúde do bebê ao longo de toda a vida. Confira algumas orientações para começar o ano adotando hábitos que podem fazer toda a diferença.
1. Realize um check-up médico
Antes de começar a tentar engravidar, é essencial consultar um ginecologista ou especialista em medicina reprodutiva. Esse profissional poderá avaliar sua saúde geral, realizar exames laboratoriais e verificar se há condições que possam interferir na fertilidade ou na gravidez, como:
- Doenças crônicas (diabetes, hipertensão, etc.).
- Deficiências nutricionais (como ferro ou vitamina D).
- Infecções que precisam ser tratadas.
Além disso, o médico pode recomendar suplementação de ácido fólico, essencial para prevenir malformações do tubo neural no bebê.
2. Adote uma alimentação balanceada
Uma dieta equilibrada ajuda a melhorar a fertilidade e prepara o organismo para uma gestação saudável. Para isso:
- Consuma alimentos ricos em vitaminas e minerais, como frutas, legumes, verduras e grãos integrais.
- Evite alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras trans, açúcar e sódio, que podem aumentar o risco de inflamações e interferir na ovulação.
- Inclua fontes de ômega-3, como peixes e sementes, que auxiliam no desenvolvimento cerebral do bebê.
- Verifique seus níveis de ferro e vitamina B12, principalmente se você segue uma dieta vegetariana ou vegana.
3. Alcance um peso saudável
O peso corporal tem um impacto direto na fertilidade. Tanto o baixo peso quanto o excesso de peso podem dificultar a ovulação e o equilíbrio hormonal. Estudos mostram que:
- Mulheres com sobrepeso ou obesidade podem ter ciclos menstruais irregulares.
- Mulheres com baixo peso podem apresentar dificuldade em manter uma gestação.
Caso seja necessário, trabalhe com um nutricionista para adotar um plano alimentar saudável e sustentável.
4. Pratique exercícios físicos
A prática regular de atividades físicas melhora a circulação sanguínea, reduz o estresse e regula os níveis hormonais. No entanto, é importante encontrar um equilíbrio:
- Atividades moderadas, como caminhadas, yoga e pilates, são altamente recomendadas.
- Evite exercícios extenuantes que podem prejudicar a ovulação.
5. Evite substâncias nocivas
Certos hábitos podem prejudicar a fertilidade e a saúde do bebê. Entre eles:
- Fumar: O tabagismo reduz a reserva ovariana e pode causar danos ao DNA dos óvulos.
- Consumir álcool em excesso: Bebidas alcoólicas podem interferir na fertilidade feminina e masculina.
- Uso de drogas recreativas: Substâncias químicas podem prejudicar o desenvolvimento do embrião desde os estágios iniciais.
Se você fuma ou consome álcool regularmente, este é o momento de buscar apoio para abandonar esses hábitos.
6. Gerencie o estresse
O estresse pode afetar os hormônios responsáveis pela ovulação e, em alguns casos, dificultar a concepção. Práticas como meditação, mindfulness e terapia podem ajudar a reduzir a ansiedade durante esse período.
Além disso, a saúde mental tem um impacto significativo na gestação e no vínculo com o bebê. Aproveite o início do ano para investir em autocuidado emocional.
7. Conheça seu ciclo menstrual
Entender o funcionamento do seu ciclo menstrual é essencial para identificar os dias férteis e aumentar as chances de engravidar. Utilize aplicativos de controle menstrual ou um método como a medição da temperatura basal para rastrear o período de ovulação.
Se você tem ciclos irregulares, isso pode ser um sinal de condições como síndrome dos ovários policísticos (SOP) ou problemas hormonais. Nesses casos, procure um especialista.
8. Atualize suas vacinas
Estar com as vacinas em dia é fundamental para proteger você e seu bebê contra doenças que podem ter impacto significativo na gestação, como:
- Rubéola.
- Hepatite B.
- Tétano.
Certifique-se de receber orientações específicas do seu médico sobre vacinas que devem ser aplicadas antes de engravidar.
9. Considere um exame de fertilidade
Caso você tenha mais de 35 anos ou tenha enfrentado dificuldades para engravidar anteriormente, pode ser interessante realizar uma avaliação de fertilidade. Isso inclui exames de ultrassom, dosagens hormonais e, em alguns casos, testes genéticos.
10. Envolva o parceiro nos cuidados
A fertilidade é um esforço conjunto. É importante que o parceiro também adote hábitos saudáveis, como:
- Manter uma dieta equilibrada.
- Reduzir o consumo de álcool e tabaco.
- Realizar exames de saúde para identificar possíveis problemas que afetem a qualidade do esperma.
Podemos concluir que o início de um novo ano é um momento perfeito para adotar hábitos que beneficiarão não apenas sua fertilidade, mas também sua saúde geral. Preparar-se para engravidar envolve um compromisso com mudanças no estilo de vida, visitas regulares ao médico e cuidado com a saúde mental. Lembre-se de que essas medidas não apenas aumentam suas chances de concepção, mas também garantem uma gravidez mais tranquila e a saúde do bebê.
Se você está planejando engravidar em 2025, comece agora a cuidar do seu corpo e da sua mente. Cada passo dado hoje é um investimento para o futuro.

Conheça as novas técnicas capazes de aumentar a chance de gravidez na fertilização in vitro
A fertilização in vitro (FIV) é uma das maiores conquistas da medicina reprodutiva, permitindo que milhares de casais realizem o sonho da maternidade e paternidade. No entanto, como em qualquer tratamento médico, existem desafios a serem superados, e nem todas as tentativas resultam em sucesso imediato. Felizmente, os avanços na ciência e tecnologia têm trazido novas soluções que aumentam significativamente as chances de uma gravidez bem-sucedida.
Pesquisas recentes e inovações tecnológicas estão transformando o campo da reprodução assistida, com abordagens que incluem o uso de células-tronco, transplante de útero e medicamentos experimentais que fortalecem o endométrio. Essas técnicas não apenas ampliam as possibilidades para mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar, mas também oferecem alternativas menos invasivas e mais eficazes.
1. Medicamentos que fortalecem o endométrio
Uma das razões pelas quais algumas mulheres enfrentam dificuldades na FIV é a incapacidade do embrião de se implantar adequadamente no útero. Essa falha está frequentemente associada a um endométrio pouco receptivo, que pode ocorrer devido a problemas hormonais ou condições médicas subjacentes.
Cientistas estão desenvolvendo um medicamento experimental que promete fortalecer o endométrio, aumentando sua espessura e melhorando sua receptividade. Estudos preliminares mostram resultados promissores, com taxas de implantação significativamente mais altas entre as mulheres que utilizaram a medicação durante os ciclos de FIV.
Essa inovação é especialmente importante para mulheres com histórico de múltiplas falhas de implantação, oferecendo uma nova esperança de sucesso.
2. O impacto do transplante de útero
O transplante de útero é outra técnica revolucionária que vem ganhando destaque. Este procedimento é direcionado para mulheres com infertilidade por fator uterino, ou seja, aquelas que nasceram sem útero ou que tiveram o órgão removido devido a condições médicas, como câncer ou endometriose severa.
Em 2024, um estudo revelou que 70% das pacientes que realizaram transplante de útero conseguiram conceber e dar à luz um bebê saudável. Este avanço não apenas devolve a possibilidade de maternidade biológica para mulheres que antes consideravam impossível, mas também estabelece um novo marco na medicina reprodutiva.
Embora o procedimento ainda envolva desafios técnicos e seja reservado para casos específicos, ele representa uma das maiores conquistas no campo da reprodução assistida.
3. Células-tronco na restauração da fertilidade
O uso de células-tronco para restaurar a fertilidade está entre os avanços mais emocionantes da ciência reprodutiva. Pesquisadores têm explorado maneiras de regenerar tecidos reprodutivos danificados ou mesmo criar óvulos viáveis a partir de células-tronco.
Em casos onde a reserva ovariana é baixa ou inexistente, essa tecnologia pode oferecer uma alternativa revolucionária. Estudos iniciais sugerem que células-tronco podem ser usadas para reativar os ovários, permitindo que mulheres produzem óvulos novamente.
Embora ainda em fase experimental, o potencial dessas pesquisas é imenso e pode, em breve, beneficiar mulheres que enfrentam desafios severos de fertilidade.
4. Técnicas menos invasivas e mais eficazes
A busca por métodos menos invasivos também tem impulsionado o desenvolvimento de novas tecnologias. Entre as inovações, destaca-se o uso de inteligência artificial (IA) para análise de embriões. A IA é capaz de identificar com precisão quais embriões têm maior probabilidade de resultar em uma gravidez bem-sucedida, reduzindo a necessidade de transferências múltiplas e aumentando as taxas de sucesso.
Outra abordagem inovadora é o cultivo embrionário em ambientes otimizados, que simulam condições naturais mais próximas do útero. Essas técnicas têm mostrado melhorar a qualidade embrionária e, consequentemente, as chances de uma gestação saudável.
5. Personalização dos tratamentos de fertilidade
Com a ajuda de avanços na genômica e na análise de dados, os tratamentos de fertilidade estão se tornando cada vez mais personalizados. Testes genéticos podem identificar alterações cromossômicas em embriões e avaliar a compatibilidade genética entre o casal, permitindo a escolha de estratégias específicas para cada paciente.
Além disso, os médicos agora têm acesso a ferramentas mais sofisticadas para monitorar os níveis hormonais e ajustar protocolos de estimulação ovariana em tempo real. Esse nível de personalização não apenas aumenta as taxas de sucesso, mas também reduz os efeitos colaterais e o tempo necessário para alcançar o resultado desejado.
O que essas inovações significam para quem busca a maternidade?
Os avanços em técnicas de reprodução assistida não apenas aumentam as chances de sucesso na FIV, mas também oferecem novas possibilidades para mulheres que antes tinham poucas ou nenhuma opção. Desde medicamentos que fortalecem o endométrio até o uso de células-tronco e transplantes de útero, essas descobertas representam um salto significativo na medicina reprodutiva.
Embora algumas dessas técnicas ainda estejam em estágio experimental, muitas já estão sendo aplicadas com sucesso, trazendo esperança e alegria para famílias ao redor do mundo.
Podemos concluir que a reprodução assistida continua a evoluir rapidamente, impulsionada por inovações tecnológicas e avanços científicos. Cada nova descoberta aproxima ainda mais as mulheres que enfrentam desafios de fertilidade do sonho de serem mães.
Se você está considerando tratamentos de fertilidade ou deseja saber mais sobre as opções disponíveis, a Clínica de Reprodução Humana do Mater Dei está preparada para oferecer suporte especializado, combinando ciência de ponta com um atendimento humanizado.

Congelamento de óvulos: importância da idade feminina no planejamento reprodutivo
A vida moderna trouxe inúmeras possibilidades e conquistas para as mulheres, que cada vez mais se dedicam ao desenvolvimento pessoal, profissional e à realização de sonhos diversos. No entanto, um fator biológico permanece imutável: o impacto da idade na fertilidade feminina.
Quando se trata de planejamento familiar, muitas vezes o foco recai sobre métodos anticoncepcionais, mas essa é apenas uma parte da equação. Planejar a maternidade vai além disso e envolve a capacidade de decidir o momento ideal para engravidar, considerando tanto as ambições individuais quanto as limitações impostas pelo tempo.
Neste contexto, o congelamento de óvulos surge como uma alternativa poderosa, permitindo que as mulheres tenham maior controle sobre seu planejamento reprodutivo. Mas por que a idade desempenha um papel tão crucial nesse processo?
A relação entre idade e fertilidade feminina
Desde o nascimento, uma mulher já possui todos os óvulos que terá ao longo da vida – cerca de 1 a 2 milhões. Com o passar do tempo, essa reserva diminui tanto em quantidade quanto em qualidade. Aos 35 anos, estima-se que restem apenas cerca de 10% dos óvulos originais, e a partir dos 40 anos, as chances de concepção natural caem drasticamente. Além disso, os óvulos que permanecem podem apresentar maior risco de anomalias genéticas, impactando as chances de uma gravidez saudável.
Esses números reforçam a importância de considerar a idade no planejamento reprodutivo, especialmente para quem deseja postergar a maternidade. É aqui que o congelamento de óvulos se apresenta como uma solução preventiva.
O que é o congelamento de óvulos e como funciona?
O congelamento de óvulos, ou criopreservação, é um procedimento que permite armazenar óvulos em temperaturas extremamente baixas para uso futuro. O processo envolve:
- Estimulação ovariana: uso de medicamentos hormonais para estimular os ovários a produzirem múltiplos óvulos.
- Coleta dos óvulos: feita por meio de uma punção ovariana, geralmente realizada sob sedação.
- Congelamento: os óvulos são submetidos a um processo chamado vitrificação, que minimiza danos durante o armazenamento.
Esses óvulos podem ser descongelados e utilizados em tratamentos de fertilização in vitro (FIV) quando a mulher decidir que é o momento certo para engravidar.
Por que considerar o congelamento de óvulos?
O congelamento de óvulos oferece mais flexibilidade e autonomia para as mulheres que desejam adiar a maternidade sem comprometer suas chances de ter filhos no futuro. Entre as principais razões para optar pelo procedimento estão:
- Carreira e desenvolvimento pessoal: muitas mulheres optam por priorizar estudos ou objetivos profissionais antes de formar uma família.
- Condições médicas: para mulheres que enfrentarão tratamentos como quimioterapia, que podem comprometer a fertilidade, o congelamento é uma medida preventiva essencial.
- Ausência de um parceiro ideal: para aquelas que desejam esperar por circunstâncias pessoais mais favoráveis.
- Planejamento familiar consciente: permite que a gravidez aconteça em um momento emocional, financeiro e físico mais adequado.
Quando é o melhor momento para congelar óvulos?
O ideal é que o congelamento de óvulos seja realizado antes dos 35 anos, quando a quantidade e a qualidade dos óvulos ainda são favoráveis. Embora o procedimento seja possível em idades mais avançadas, as taxas de sucesso diminuem à medida que os óvulos envelhecem.
A decisão de congelar óvulos é altamente pessoal e deve ser tomada com base em informações claras e orientação médica especializada. Para muitas mulheres, o procedimento representa uma forma de aliviar a pressão do “relógio biológico” e de planejar a maternidade de forma mais tranquila.
Congelamento de óvulos: planejamento com propósito
O congelamento de óvulos não é apenas uma solução técnica, mas também uma ferramenta de empoderamento. Ele permite que as mulheres façam escolhas alinhadas com seus desejos e possibilidades, oferecendo maior controle sobre suas jornadas reprodutivas.
Se você está considerando essa opção, a Clínica de Reprodução Humana do Mater Dei está preparada para oferecer suporte completo, com especialistas prontos para esclarecer dúvidas e guiar você em todas as etapas do processo.

Falha de implantação: o que é e quais são as possíveis causas
A falha de implantação é um dos obstáculos mais frustrantes e desafiadores enfrentados por casais que buscam a fertilização in vitro.