
Oncofertilidade devolve a esperança de ter filhos a pacientes com câncer
O tratamento do câncer de mama, muitas vezes, traz conseqências significativas para a vida da mulher. Principalmente para pacientes jovens, uma das mais impactantes é a perda da fertilidade, que pode ser causada tanto pela quimioterapia.
Para mudar essa expectativa, antes que a paciente passe pelo tratamento oncológico, recorremos à oncofertilidade, uma especialidade da reprodução humana que visa preservar a fertilidade de pacientes oncológicos por meio de diferentes técnicas e levando em conta fatores como idade, estágio do câncer e quantidade de gametas disponíveis.
A importância da oncofertilidade
Uma análise estatística, realizada em 2018 pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), apontou que, apesar da alta incidência de câncer de mama no Brasil, a mortalidade pela doença está relativamente baixa.
Um dos motivos parece ser a descoberta cada vez mais frequente, da doença em estágios iniciais, quando as chances de cura são maiores. Ano a ano, o país vem conseguindo aumentar o percentual de diagnósticos precoces, passando de 17,3%, em 2000, para 27,6%, em 2015. Na prática, isso significa que muitas mulheres diagnosticadas com o câncer sobrevivem à doença e seguem com seus planos, incluindo o de engravidar.
O câncer de mama é mais frequente em mulheres acima de 50 anos que, frequentemente, já tiveram filhos. Entretanto, 5 a 7% das pacientes diagnosticadas com a doença são jovens, fazendo com que a descoberta do câncer também impacte o sonho de ser mãe.
Isso ocorre porque o tratamento com a quimioterapia podem causar infertilidade, principalmente se a reserva ovariana (quantidade de óvulos disponíveis nos ovários) da paciente já for baixa devido à sua idade ou outros fatores.
Quimioterapia
A quimioterapia costuma funcionar matando células de divisão rápida, como a de tumores. Entretanto, outras células saudáveis do corpo humano também têm essa característica, como os óvulos e folículos capilares, por exemplo. Em outras palavras, a quimioterapia causa infertilidade pelos mesmos motivos que causa queda de cabelo.
Quanto maior a dose e variedade de quimioterápicos utilizados no tratamento, maiores as chances de a mulher passar por uma insuficiência ovariana prematura.
Como a oncofertilidade funciona
O objetivo da oncofertilidade é realizar algum tipo de tratamento para preservar a fertilidade feminina antes de iniciar o tratamento do câncer, que deve ser feito o mais rápido possível.
Portanto, é muito importante que o médico explique para a paciente os possíveis impactos do tratamento com a quimioterapia sobre os ovários, para que o tratamento de oncofertilidade não atrase o tratamento de câncer.
O primeiro passo deve ser uma avaliação especializada em um centro de reprodução humana para se definir qual será a melhor estratégia de preservação da fertilidade para a paciente.
As possibilidades de oncofertilidade são as seguintes:
Criopreservação de óvulos
O objetivo dessa técnica é congelar os óvulos da paciente para uma utilização futura. Para isso, é necessário submeter à paciente à estimulação ovariana, para depois coletar os oócitos e congelá-los com segurança..
FIV e Criopreservação de embriões
Outra opção, se a paciente já tiver um parceiro, é a fertilização in vitro com a criopreservação dos embriões e posterior implantação após o fim do tratamento de câncer.
Criopreservação do tecido ovariano
Nessa técnica, um fragmento do tecido do córtex ovariano é removido cirurgicamente antes do início do tratamento para câncer de mama. Como esse tecido é rico em oócitos, ele pode ser criopreservado para um futuro transplante ou para maturação uma maturação desses óvulos em laboratório. A criopreservação do tecido ovariano pode ser útil para mulheres que precisam iniciar o tratamento de câncer imediatamente, e não há tempo de realizar a estimulação ovariana.
Supressão medicamentosa da função ovariana
Por meio de injeções mensais ou trimensais, é possível paralisar o funcionamento dos ovários da paciente enquanto ela se submete à quimioterapia. Esse é um tratamento ainda com baixas taxas de sucesso para a preservação da fertilidade.
As substâncias presentes nas injeções são capazes de suprimir o recrutamento de oócitos para maturação, minimizar o fluxo sanguíneo para os ovários ou proteger os óvulos diretamente dentro do órgão.
A escolha entre esses diferentes métodos deve ser feita de maneira estratégica por uma equipe multidisciplinar, levando em conta tanto o status de fertilidade da paciente antes do diagnóstico quanto seu estado clínico em relação ao câncer.
Aqui no Centro de Reprodução Humana do Mater Dei, estamos prontos para ajudar pacientes oncológicas a preservar sua fertilidade com segurança e humanidade. Ficou alguma dúvida? É só deixar um comentário!

Trombofilia: Conheça a doença e sua relação com a fertilidade
A trombofilia tem assustado muitas mulheres, principalmente em associação ao uso de anticoncepcionais hormonais.
Para quem quer engravidar, a preocupação é ainda maior, já que a doença pode causar uma série de dificuldades obstétricas, inclusive, dificultando o tratamento para fertilização in vitro.
A trombofilia pode ser definida como uma predisposição a desenvolver trombose, doença caracterizada pela formação de coágulos de sangue (trombos). O problema é causado por uma alteração na ação das proteínas responsáveis pela coagulação sanguínea, e costuma ser assintomático até o episódio trombótico acontecer.
O que causa a trombofilia
Pessoas com histórico familiar de trombose e predisposição à diminuição do fluxo sanguíneo estão mais sujeitas à trombofilia, podendo apresentar mutação em fatores de coagulação do sangue ou nos inibidores fisiológicos da coagulação.
Isso não quer dizer que se parentes diretos seus tiveram episódios de trombose, você necessariamente viverá o mesmo. Entretanto, interações com determinados componentes adquiridos podem aumentar significativamente as chances de ter um ou mais episódios.
Fatores adquiridos também podem colocar em risco aumentado de trombose pessoas sem histórico familiar da doença. Obesidade, períodos de imobilidade, tabagismo, medicamentos hormonais como os anticoncepcionais, tumores, diabetes, pressão e colesterol altos podem predispor a eventos trombóticos.
Trombofilia e fertilidade: qual a relação?
Durante a gravidez, o corpo feminino passa por uma série de mudanças para se preparar para o momento do parto. Uma delas é um aumento nos fatores coagulantes, para evitar hemorragias durante e após o nascimento do bebê.
Isso significa que mulheres portadoras de trombofilia têm maiores riscos de desenvolver coágulos durante a gestação, inclusive nos vasos da placenta, o que pode levar a problemas como descolamento prematuro de placenta, pré-eclâmpsia, óbito fetal, prematuridade, entre outros. Perdas gestacionais repetidas também podem estar relacionadas às trombofilias, mas esta associação é complexa, e se aplica a todos os casos.
Não é incomum que mulheres só descubram o problema depois de muitas tentativas frustradas de gravidez, quando procuram a reprodução assistida. Geralmente, o médico responsável vai suspeitar presença de trombofilia a partir do histórico da paciente, e solicitar os exames necessários para confirmar o diagnóstico.
É possível engravidar mesmo com trombofilia
Para potencializar as chances de engravidar e minimizar os riscos durante a gestação, a portadora de trombofilia deve ter o acompanhamento de um especialista em reprodução humana, além do hematologista.
Para se alcançar o sonhado bebê, o médico vai solicitar os exames necessários para a avaliação de todas os fatores que podem estar relacionados à perda gestacional e indicar o tratamento adequado. Muitas vezes, pode ser indicada a fertilização in vitro (FIV), processo começa pela estimulação ovariana, e a paciente pode iniciar o tratamento com anticoagulantes já esta etapa. Mas este tratamento tem que ser bem indicado e monitorado para não colocar em risco a saúde da mulher e do bebê.
Não existe uma receita única para todos os casos e o uso indiscriminado de anticoagulantes pode predispor a complicações hemorrágicas, potencialmente sérias. Por isso, a avaliação completa e individualizada e o aconselhamento é fundamental na definição do tratamento.
E para as mulheres com diagnóstico de trombofilia, o tratamento adequado é fundamental para melhorar as chances de sucesso na gravidez e garantir a saúde da paciente e do bebê durante a gestação.

Esperando o resultado da transferência de embriões | O passo a passo do tratamento de FIV
Depois da transferência dos embriões, última etapa do processo de fertilização in vitro, vem a espera. São cerca de duas semanas até que a paciente possa fazer o teste beta HCG e descobrir se está grávida ou não.
Todo o processo de reprodução assistida tem como objetivo realizar o grande sonho de ter um bebê, então, é perfeitamente natural que a mulher ou o casal experiencie angústia e ansiedade nesse momento.
Trata-se de um período cercado de dúvidas e não é incomum encontrar, na internet, relatos de mulheres preocupadas, ansiosas pelo resultado e com medo de prejudicar sua implantação de alguma maneira.
A ansiedade é muita, mas é importante manter a calma
Depois de tentativas frustradas, tratamentos hormonais, coleta dos óvulos e o processo de implantação, é totalmente compreensível que a mulher esteja desgastada tanto física quanto psicologicamente.
Então, não se surpreenda se, nesse período, você notar mudanças repentinas de humor. Além do tratamento hormonal afetar o equilíbrio emocional, a expectativa é grande. Seja paciente consigo mesma e com suas emoções.
Sabemos que durante essas duas semanas você só quer saber se a implantação deu certo. Entretanto, é melhor não pensar demais sobre o assunto, já que você não pode fazer nada a partir da implantação, além de esperar.
Distraia sua mente
Ocupe sua mente com o trabalho, projeto, hobby, atividade de lazer ou outros estímulos. Talvez seja o momento de procurar uma rede de apoio, seja com o(a) companheiro(a), familiares, amigos, ou algum tipo de terapeuta ou psicólogo.
Evite o Dr. Google
A equipe de reprodução assistida do Mater Dei também estará pronta para responder as dúvidas que podem surgir nesse período, então evite fazer muitas perguntas ao “Dr. Google”. Afinal, ele não conhece você nem seu histórico como sua médica, certo?
Não precisa limitar suas atividades
O período de repouso recomendado após a implantação é de, no máximo, 48h. Depois disso, não tem problema se você caminhar, pegar algo do chão, fizer força para ir ao banheiro, limpar a casa… não existe evidência científica de que atividade física possa prejudicar a gravidez.
Entretanto, não é incomum que algumas mulheres sintam desconforto abdominal, principalmente depois da coleta dos óvulos, que ocorre 2 a 5 dias antes da transferência.
Então, que fique claro: o repouso deve ser feito se for deixar a mulher mais confortável, não para evitar uma falha na implantação, ok?
Teste de farmácia não substitui o beta HCG
Muitas mulheres fazem testes de farmácia antes do exame de beta HCG mas saiba que somente o teste sanguíneo realizado no dia determinado pela sua médica é que irá confirmar a sua gravidez. Então, se o teste de farmácia vier negativo, não se desespere e siga as recomendações da sua médica. Se vier positivo, tenha paciência, também. O ideal é não realizar o teste de farmácia, ele poderá somente aumentar a sua ansiedade.
Como saber se a implantação de embriões deu certo
Como falamos, somente o teste realizado pela clínica de reprodução poderá confirmar se a implantação foi bem sucedida. Se o resultado for positivo com beta-HCG acima de 30 UI/ml, a paciente está grávida.
Os valores devem aumentar em torno de 50% 48 horas depois do primeiro exame. Um ultrassom deve ser feito duas semanas depois do teste positivo para verificar a localização da gestação e o número de embriões.
Até o dia do teste, as pacientes costumam ficar de olho no surgimento de sintomas que sinalizem a gravidez. Alguns deles podem ser:
– Cólicas no abdome inferior;
– Aumento da sensibilidade ou inchaço nas mamas;
– Cansaço ou fadiga;
– Pequeno sangramento escuro, tipo borra de café (avise seu médico!)
Entretanto, se você não apresentou nenhum desses sintomas, não se preocupe! Muitas mulheres não apresentam nenhum sinal da gravidez nesses primeiros dias porque os níveis do beta hCG ainda são muito baixos.
Além disso, esses são sintomas inespecíficos e não garantem que a implantação deu certo, ok? Paciência é a palavra de ordem nesse momento!
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Saiba como é o passo a passo de um tratamento de FIV: da consulta à gravidez | Etapa Coleta de Óvulos
A melhor amiga da boa decisão é a informação. Por isso, se você pretende seguir em frente com o sonho de ter filhos por meio de um tratamento de fertilidade, deve tirar todas as dúvidas para sentir segurança e conduzir o sonho adiante.
No post anterior, a gente falou de cada passo do tratamento pelo qual você passará, se for indicado uma Fertilização In Vitro (FIV).
Hoje, vamos detalhar um pouco mais do Passo 7: punção folicular que trata sobre a etapa coleta de óvulos.
A coleta de óvulos é um procedimento relativamente simples e rápido, fundamental na FIV.
1 – Preparação
Os ovários são estimulados previamente para que os folículos sejam amadurecidos de forma igual e garantam um número maior de óvulos maduros e de boa qualidade. Os especialistas acompanham a estimulação ovariana pela ultrassonografia e verificam o melhor momento para a coleta dos folículos.
2 – Procedimento
A aspiração dos óvulos é feita por meio de uma agulha guiada por ultrassom transvaginal e dura cerca de 20 a 30 minutos, a depender da quantidade de folículos.
O procedimento é realizado sob leve sedação venosa, evitando que a paciente sinta qualquer dor ou incômodo na picada da agulha ou na punção do ovário. Depois, com auxílio de um espéculo, é feita a lavagem da vagina e do colo uterino com soro fisiológico. A aspiração ou punção é feita por uma agulha fina acoplada ao aparelho de ultrassom introduzida na vagina até os ovários onde penetra os folículos.
3 – Avaliação
O material coletado é entregue ao laboratório de fertilização in vitro, imediatamente após a coleta, onde será analisado por microscópio. Em seguida, os óvulos coletados são colocados em meio de cultura e incubados à espera dos espermatozoides para a fertilização.
4 – Pós-procedimento
Algumas mulheres podem ter sonolência em decorrência da sedação e sentir um leve incômodo na região abdominal. Por isso, recomenda-se repouso no dia da coleta. O retorno às atividades diárias dependerá da disposição de cada paciente.
Nos próximos textos, vamos abordar outras etapas da FIV, como o cultivo embrionário e a transferência de embriões.
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Saiba como é o passo a passo de um tratamento de FIV: da consulta à gravidez
A melhor amiga da boa decisão é a informação. Por isso, se você pretende seguir em frente com o sonho de ter filhos por meio de um tratamento de fertilidade, deve tirar todas as dúvidas para sentir segurança e seguir adiante.
Tirar todas as dúvidas significa, inclusive, saber passo a passo como funciona o tratamento pelo qual você passará. Se no seu caso for indicado uma Fertilização In Vitro (FIV), continue a leitura e saiba como funciona cada estágio, da consulta inicial à gravidez.
PASSO 1: Consulta Inicial, aconselhamento e solicitação de exames

Primeiramente, é preciso investigar por que a gravidez ainda não ocorreu de forma natural. Isto será possível por meio da avaliação médica e da realização de exames específicos para o diagnóstico da causa da infertilidade.
Você deve ter atenção pois a razão para a dificuldade de engravidar pode estar em uma disfunção leve e que, ao ser solucionada, permite uma gravidez espontânea sem a necessidade de um tratamento como a FIV.
Nesta fase, a consulta inicial é para te conhecer melhor (ou o casal), conhecer seu histórico, entender as suas angústias e expectativas, além de solicitar exames. Se constatada a necessidade de FIV, damos prosseguimento.
PASSO 2: análise do resultado dos exames e planejamento do tratamento

Quando os exames ficarem prontos, você precisa voltar ao consultório para saber o que eles dizem sobre sua saúde reprodutiva e se já é possível traçar um plano de tratamento.
Definindo que o melhor tratamento para você(s) é a fertilização in vitro, seguimos para o passo 3.
PASSO 3: início do ciclo da FIV – estimulação ovariana

Em torno do 2º ao 4º dia da menstruação, você deverá retornar à clínica para realizar um exame de ultrassom. Nesse ultrassom verificaremos, se os ovários estão “prontos” para o início da estimulação. Se estiver tudo ok, iniciaremos então o uso das medicações para a estimular os ovários.
Esses medicamentos permitirão que seu organismo produza mais óvulos para obter, consequentemente, mais embriões. Essa fase de estimulação dos ovários com o uso da medicação dura, em média, 10 a 12 dias.
O crescimento dos folículos é acompanhado por ultrassonografias para que eles sejam medidos e contados, acompanhando assim o seu desenvolvimento.
Ao longo desse processo, exames de sangue podem ou não ser solicitados. Esses exames vão verificar os níveis de estradiol e , às vezes, progesterona no sangue para comprovar que o crescimento e a evolução dos folículos estão dentro dos parâmetros normais.
PASSO 4: ultrassom de rastreamento da ovulação

Após o início da medicação, mais ou menos em 5 dias, você retornará à clínica para novo ultrassom. Nesse ultrassom, verificaremos o crescimento e o desenvolvimento dos seus folículos, e se necessário ajustaremos a dose ou introduziremos nova medicação.
A partir desse ultrassom, seguiremos vendo você a cada 2 a 3 dias para monitorização do crescimento dos folículos.
PASSO 5: ultrassom para rastreamento da ovulação

Este é o 3º exame de ultrassom da trajetória da FIV e é importante para monitorar o crescimento dos folículos no ovário, a aparência do endométrio e a presença de muco cervical. Também é observada a necessidade de ajustar a dose da sua mediação, introduzir uma nova ou novos exames.
PASSO 6: confirmação de folículos com tamanho e desenvolvimento adequados

Neste passo, vamos confirmar, por meio de ultrassonografia se os folículos estão com o tamanho e o desenvolvimento que esperamos. Também avaliamos a administração de uma nova medicação, desta vez para promover a maturação dos óvulos e programar a coleta dos mesmos (punção folicular) É muito importante que esta medicação seja administrada no horário exato estipulado pelo médico.
PASSO 7: 34 a 36 horas após a medicação – punção folicular

Pouco mais de uma dia após a nova medicação (cerca de 34 a 36 horas), já é hora de fazermos a coleta dos óvulos. Nesse dia, há também a coleta dos espermatozoides, para o procedimento da fertilização in vitro (FIV ou ICSI), que também ocorre neste mesmo dia.
Normalmente, o procedimento da coleta dos óvulos é realizado pela manhã, sob anestesia. Detalharemos essa etapa da coleta dos óvulos em um post futuro.
No dia da punção, identificamos quantos óvulos maduros (óvulos aptos para a fertilização) temos e realizamos a fertilização in vitro.
Nos dias seguintes à punção, vem a etapa do cultivo embrionário (também detalharemos em breve). Nesse processo verifica-se quais óvulos foram fertilizados, e depois quais dos fertilizados se dividiu (clivagem), tornando-se então um embrião.
PASSO 8: transferência do(s) embrião(ões) para o útero

Todo o processo é feito para que a gente chegue com sucesso a esta fase, uma das mais importantes: a transferência do(s) embrião(ões) para o útero. O objetivo é colocar os embriões de forma eficiente e sem traumas (ou com o menor trauma possível) no endométrio, o tecido que reveste o útero internamente e que vai acolher o embrião.
O embrião precisa se fixar nesse tecido para que seja nutrido e possa se desenvolver adequadamente. A transferência não demanda anestesia e é feita rapidamente, através de um exame ginecológico e o auxílio do ultrasom, sendo assim necessário que a paciente permaneça com a bexiga cheia.
PASSO 9: teste de gravidez

A nona etapa da FIV é o teste de gravidez. Após passados: “duas semanas da coleta dos óvulos, solicitamos, solicitamos o teste de sangue para determinação da presença do hormônio da gravidez no sangue. Se o resultado for positivo com beta-HCG acima de 50 UI/ml…. CONSEGUIMOS!!! Está grávida!!
PASSO 10: ultrassom para verificar a gravidez

15 dias após o teste de gravidez dar positivo, fazemos um exame de ultrassonografia transvaginal para a detecção clínica da gravidez. Isto quer dizer, para visualizar o saco gestacional. Assim saberemos se a gravidez está evoluindo de acordo e ou se há mais de um embrião implantado.
A reta final é talvez a mais emocionante para mães e pais. Um novo ultrassom para verificar os batimentos cardíacos do bebê e encaminhamento para o pré-natal. Daí em diante a paciente deve fazer todo o pré-natal e acompanhamento de uma gravidez normalmente, com o seu obstetra!.
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Fiz vasectomia mas agora quero ter filhos: devo optar pela reversão ou pela FIV?
A vasectomia é uma das mais conhecidas formas de contracepção masculina, assim como a laqueadura está para as mulheres. Ela consiste na interligação dos ductos deferentes, fazendo com que os espermatozóides não façam mais parte do líquido seminal do homem.
Isso significa que nunca mais será possível ter filhos? Não mais. Os avanços da Medicina permitem hoje a reversão da vasectomia ou o procedimento de Fertilização In Vitro (FIV). Vamos falar sobre essas duas possibilidades de tratar a infertilidade do homem.
Como funciona a reversão da vasectomia?
O procedimento é caracterizado pela recanalização dos canais deferentes. Assim, os espermatozóides voltam a fazer parte do sêmen, e assim a gravidez natural pode ocorrer.
É aí que entra nosso papel de atualizar o debate entre sociedade e médicos: embora muitas pessoas pensem o contrário, a vasectomia não torna o homem estéril. Isso porque a produção de gametas masculinos continua.
Ou seja, essa recanalização feita durante a reversão de vasectomia faz com que os espermatozóides voltam a ser ejaculados com sêmen.
Quais são os resultados da reversão de vasectomia?
Imagine a situação: o homem chegou a uma altura da vida em que já decidiu sobre o desejo de não ter filhos e optou pela vasectomia. Muito tempo depois, em um relacionamento, muda de ideia e deseja ser pai com a parceira. Com certeza ele deve se perguntar: “Será que vai dar certo?”.
A boa notícia é que a reversão da vasectomia traz bons resultados, mas depende de certas características do paciente, como:
- Há quanto tempo o procedimento foi feito?
- Existe a preexistência de alguma doença crônica que possa prejudicar as funções reprodutoras do homem, como a varicocele?;
- Qual é a idade dele? Esta questão é importante pois os espermatozoides podem sofrer alterações na qualidade, quantidade ou capacidade de mobilização, por exemplo.
Antes de decidirmos pela realização ou não da reversão da vasectomia, é de extrema importância a avaliação do casal como um todo: a idade da parceira, a permeabilidade tubária, a presença de algum outro fator que possa dificultar as chances de uma gravidez espontânea.
Dependendo dessa avaliação, mesmo com a volta dos espermatozoides ao líquido seminal, a reversão de vasectomia pode não ser o tratamento mais adequado para que um casal consiga uma gravidez natural.
Nestes casos, um tratamento de reprodução humana, como a FIV, pode ser a melhor opção.
Como a FIV pode ajudar um homem que fez vasectomia?
Sempre falamos sobre a FIV aqui no blog. Por que? Ela representa um importante tratamento de reprodução humana graças às altas taxas de sucesso.
Após a avaliação completa do casal, podemos constatar que a FIV é o tratamento mais adequado para alguns casos de vasectomia.
Alguns exemplos: se há uma obstrução tubária da parceira, presença de outros fatores de infertilidade, casais com uma idade mais avançada ou até mesmo se a vasectomia foi realizada há mais de 10 anos é comum optar pela FIV em vez do procedimento de reversão.
Mas existe uma diferença: em outras indicações de uma FIV, a coleta de espermatozoides é feita por meio da masturbação. Diferentemente, se a indicação da FIV está relacionada à vasectomia, os gametas são coletados pela punção testicular, realizada por um urologista
A partir daí, os espermatozoides são selecionados e utilizados na fertilização in vitro.
Enquanto isso, as óvulos da parceira são coletados e a fecundação ocorre em laboratório. Aqui na clínica de Reprodução Humana do Mater Dei os embriões são acompanhados até alcançarem a fase ideal de transferência para o útero da paciente.
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Criopreservação: saiba quais são as indicações e como é feito o procedimento
Se você já ouviu falar em congelamento de gametas e embriões para uso futuro, então você já ouviu falar em criopreservação. Ela é uma forma segura de postergar a gravidez e, assim, preservar a idade mais jovem dos gametas ou embriões.
Para quem ela é indicada?
Ela pode acontecer em procedimentos de fertilização in vitro (#FIV) como parte da estratégica do tratamento ou para guardar algum material excedente para uso posterior e gerar uma nova tentativa de gravidez. E também por pessoas que querem ou precisam adiar a gravidez e decidem fazer o congelamento para usar o material em momento mais oportuno.
Ela é também procurada por homens com problemas como disfunção erétil ou pelos que vão se submeter à #vasectomia. Também é uma opção, por conveniência, para aqueles que estão em tratamento mas não poderão fazer a coleta no momento da inseminação.
Nesse processo, podem ser congelados embriões, sêmen e óvulos.
A técnica de congelamento de tecido ovariano foi recentemente liberada para preservação da fertilidade futura em casos selecionados.
Como a criopreservação é feita?
O primeiro passo é coletar o material que será criopreservado. Os gametas masculinos são coletados a partir da masturbação. Aqueles homens que não têm espermatozoides no sêmen ejaculado passam pela coleta por punção testicular.
Já as mulheres precisam ser submetidas, inicialmente, à estimulação ovariana e em seguida à coleta dos óvulos. Nos tratamentos de FIV, os embriões excedentes formados também podem ser criopreservados. O congelamento de tecido ovariano necessita de procedimento cirúrgico para obtenção do material a ser congelado.
E depois de coletados?
A criopreservação consiste em aplicar nitrogênio líquido (N2), gás inerte utilizado exclusivamente em processos de criopreservação, ao material coletado. Para manter as propriedades genéticas sem nenhum tipo de reação, as amostras são congeladas a baixíssimas temperaturas que chegam a -196ºC.
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Estar grávida e de repente não estar mais: o que é a gravidez bioquímica?
Imagine fazer um teste de gravidez, dar positivo, e após alguns dias ou mas semanas o resultado se tornar negativo? Não deve ser nada fácil passar por isso. Mas, infelizmente, é uma realidade para várias mulheres e casais: trata-se da gravidez bioquímica.
O problema ocorre quando os níveis do hormônio hCG aumentam na corrente sanguínea da mulher, levando tanto exames de sangue quanto os de farmácia apontarem para uma gravidez. Mas em alguns dias ou semanas os níveis desse hormônio voltam ao normal, a mulher menstrua normalmente e, assim, a gravidez não ocorre.
Ou seja, a gravidez bioquímica é aquela gravidez que só foi diagnosticada através de um teste de hCG positivo, e não se desenvolveu até o período que seria possível a identificação da gravidez ao ultrassom.
Trata-se de uma gravidez que parou o seu desenvolvimento muito precoce, logo após a implantação do embrião, podendo ocorrer tanto em uma gravidez espontânea quanto em uma gravidez após um tratamento, até mesmo após uma fertilização in vitro.
Quais são os sintomas da gravidez bioquímica?
Num geral, a gravidez química é assintomática: não apresenta sintomas. Normalmente há um atraso menstrual de alguns poucos dias, ou então a mulher que está tentando engravidar, faz um teste de gravidez bem precoce, ainda sem que ocorra o atraso menstrual, e ele dá positivo.
Mas atenção: mesmo não apresentando nenhum sintoma, é importante que a mulher procure um ginecologista periodicamente e faça exames para saber se está tudo bem com o seu corpo e organismo.
Quais são as causas ou causadores da gravidez bioquímica?
Nem sempre é possível identificarmos uma causa para a gravidez bioquímica. Existem algumas hipóteses sobre o porquê elas ocorrem, mas não existem ainda meios para se diagnosticar a causa.
A principal hipótese seriam as anormalidades cromossômicas ou genéticas que dificultariam o desenvolvimento do embrião.
Outras possíveis causas seriam algumas alterações hormonais ou alterações no útero. Por isso reforçamos a importância de procurar um médico e fazer exames regularmente.
Quais podem ser as consequências da gravidez bioquímica?
Se uma mulher ou um casal está no processo de tentar engravidar e passam pela gravidez bioquímica, é natural que o episódio traga tristeza, estresse, ansiedade e frustração. Se for necessário, busque ajuda médica especializada para ter apoio psicológico. Pode ser de grande ajuda.
Exceto pelo abalo psicológico, a gravidez bioquímica não costuma levar maiores consequências para a saúde da mulher. Ela pode, inclusive, continuar tentando engravidar depois do episódio.
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Precisamos falar sobre mortalidade materna
No nosso blog, gostamos de falar de vida. E, apesar de hoje abordarmos o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, o fazemos para falar sobre manutenção da vida das gestantes.
O que significa mortalidade materna?
Todos os óbitos de mulheres que ocorrem durante a gestação ou até 42 dias após o parto, independentemente da duração ou da localização da gravidez, e com causas relacionadas à gestação, entram no índice de mortalidade materna.
O número está distante da meta firmada com a ONU, que é de 30 óbitos para cada 100 mil nascido vivos até 2030, conforme os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da organização.
Os dados sobre a mortalidade materna são bons indicadores para avaliar as condições de saúde de uma população. Afinal, se as mães gestantes não estão em segurança, algo está (muito) errado!
Quais são as causas da mortalidade materna?
Entre as principais causas da mortalidade materna estão:
– pré-eclâmpsia;
– hemorragia;
– infecções;
– abortos inseguros.
Mas os fatores variam de acordo com o território. Em Minas Gerais, por exemplo, a hemorragia é a principal causa, segundo o Ministério da Saúde
O que nos dá esperança é que a maioria das mortes maternas é evitável, pois as soluções de cuidados com a saúde para prevenir ou administrar complicações já são conhecidas.
Mas, se são evitáveis, por que o número de mortes ainda é tão alto?
É preciso investir no atendimento às gestantes para garantia de mais qualidade de vida e de saúde. Melhorar e ampliar a assistência pré-natal, parto e puerpério, por exemplo, são ações que levam à redução da mortalidade materna. e garantem uma maternidade segura.
A atenção pré-natal e puerperal é garantir o bem-estar materno e fetal. Por isso as equipes de saúde precisam:
– Acolher a mulher desde o início da gravidez;
– Reconhecer, acompanhar e tratar as principais causas de morbimortalidade materna e fetal;
– Estar disponíveis quando ocorrerem intercorrências durante a gestação e puerpério.
Para combater números tão altos como os atuais, todas as mulheres precisam ter acesso a cuidados pré-natais durante a gestação, cuidados capacitados durante o parto e apoio nas semanas após o parto.
E se esses cuidados não chegam a todas às gestantes, é sinal de que existem precárias condições socioeconômicas, baixo grau de informação e escolaridade, dinâmicas familiares em que a violência está presente e, sobretudo, dificuldades de acesso a serviços de saúde de boa qualidade. E isso precisa ser corrigido.
Nós aqui da clínica apoiamos o acolhimento e cuidado de todas as gestantes para reduzir a mortalidade materna. Contem conosco!
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Aconselhamento genético: o que é e para quem é indicado?
Já ouviu falar disso? Sabe o que é o aconselhamento genético? Quer saber se o procedimento é indicado para você? Continue a leitura que a gente te explica.
Vamos começar pelo começo: o que é o aconselhamento genético?
É uma forma de avaliar a possibilidade de uma doença genética herdada ocorrer em um núcleo familiar. E é útil para orientar casais ou mães solo que pensam em ter filhos mas que, em razão do histórico da família, podem transmitir alguma patologia ou malformação ao bebê.
Além de observar as possibilidades de doenças, são debatidas as consequências para o bebê e para família, auxiliando melhores decisões quando se fala em planejamento reprodutivo.
Para quem o aconselhamento genético é indicado?
Principalmente para pessoas que têm histórico de alguma doença degenerativa em familiares próximos; casais de idade avançada; portadores de doenças genéticas ou que já tenham filhos com alguma anomalia ou má formação; casais consanguíneos, formados, por exemplo, por primos de primeiro grau.
Quais são etapas do aconselhamento genético?
Vamos por ordem:
1. A paciente ou casal passa por uma entrevista feita pelo geneticista para que sejam identificados possíveis problemas e riscos de alguma doença hereditária. O ponto de diálogo é essencial para que o médico conheça seu histórico familiar. É provável que demore um pouco, pois, para ser preciso, muitas informações devem ser coletadas.
Em seguida, são feitos exames físicos e, dependendo do caso, alguns complementares, como o exame de cariótipo.
2. Se houver algum diagnóstico, vamos para a fase de orientação sobre as possibilidades de patologias e, se possível, como deve ser feita a prevenção. O objetivo aqui é munir a paciente ou casal de informações sobre como será sua vida a partir da concepção, já que uma doença hereditária traz riscos e restrições das mais diversas, das psicológicas às econômicas.
3. Se o casal ou mãe solo optar por prosseguir o sonho de ter filhos, é aconselhada uma fertilização in vitro (FIV) e depois uma biópsia nos embriões formados para constatar se e quais deles são afetados pela doença em questão. Depois do resultado, somente os embriões saudáveis são implantados no útero da mulher.
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O objetivo é evitar que doenças graves continuem a se perpetuar pelas gerações que virão. Isso é cuidado.
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